"Aquelas mãos pesadas, pegavam em meus pés. Senti como se o meu sangue gelasse. Meu pai, estava subindo as mãos pelas minhas pernas.... Eu chorava baixinho. Por que ele estaria a fazer tal coisa?
Não poderia estar acontecendo. Já ouvi murmúrios sobre homens que procuravam suas filhas, mas jamais imaginei meu pai fazendo isso.
Pulei da cama em salto, gritei pelo nome de minha mãe. Ela apareceu na nossa cozinha. Viu meu pai logo atrás de mim. Estava aliviada. Olhei para ela e o que recebi foi uma bofetada a qual deixaste tal qual brasa a arder minha bochecha.
Em lágrimas olhei e ela estava a fuzilar-me com os olhos. Culpava-me por tentar meu pai. Eu chorando lhe supliquei para que me ouviste e poder lhe dizer que não, jamais tentaria a meu pai.
Mas ela não ouviu-me. Naquele mesma noite levou-me a um pequeno convento, com camisolas a qual vestia e um pesado poncho. Descalça eu tropeçava em pedras pontudas ao longo do caminho. Nada me doía mais do que ser rejeitada pela minha mãe.
Ao entrarmos, poucas palavras sobre o ocorrido, madre superiora disse entender que mundanas como eu mereciam morrer.
Eu chorava e a dureza de minha mãe me mataram naquele instante.
Fui levada a um pequeno quarto, era uma solitária, não sei ao certo quantos dias fiquei ali.
Após um tempo ao qual elas chamaram de purificação, teria os cabelos raspados e seria enviada as carmelitas.
No fundo eu sabia que era uma bela moça. Meus cabelos muito negros caiam pelas costas e com seios grandes os botões de meus vestidos sempre escapoliam de dentro das casas.
Seria dolorosa perder meus cabelos e ficar careca. Mas meu destino estava ali escrito e minha vida fadada ao convento até o fim de meus dias. Restava aceitar e pedir perdao a deus por meus pecados.
Me faria falta as missas todos os domingos . padre Boulos era um homem muito amável comigo e eu certamente nunca mais o veria.
Me banharam e etavam com tesoura na mão. Fui vestida com um camisolao sem ter as calçolas e a anágua. E irmã Luzia penteava meu cabelo, quando uma ordem chegou até ela.
Nao pude ouvir.
Fui erguida da cadeira e puxada pelo braço e levada a uma sala.
Padre Boulos estava lá. Mal pude acreditar e me joguei em seus pés. Agradeci aos céus por estar a sua frente. Não sei em que momento irmã Luzia saiu. Ele me ordenou que sentasse.
Eu tremia e ele me olhou piedoso. Não percebi que havia mais alguém na sala.
Padre Boulos então me disse que se eu não quisesse ir para o convento, se eu não estivesse pronta para o chamado do espírito santo ele me ajudaria.
Eu disse que não. Num fio de voz. Ele me ergueu da cadeira e suas mãos seguraram forte minha cintura. Senti a respiração pesada dele quando ele encostou os lábios no meu pescoço. Eu tremia e sem entender nada Senti meus seios sendo apertados e amassados por suas mãos.
Eu não reagia. Fiquei imóvel e fui deitada em uma grande mesa de carvalho.
Tive a camidola erguida e meu corpo nu todo exposto. Ele me passava a mão e a boca pela barriga pelos seios. Eu estava gelada. Padre Boulos sempre tão santo.
Até que ele se afastou e me olhando, colocou sua mão por debaixo da batina, vi seus braços se movendo muito rápido, seu rosto se contorcendo e grunhidos saindo de sua garganta. Logo ele voltou ao normal e abaixou minha camisola.
Ele estava de olhos baixos e saiu apressado da sala. Ouvi passos vindo em minha direção. Uma mulher muito bonita se encontrava a meu lado.
Mandou eu me levantar e ficou a me olhar de alto a baixo. Eu cruzei os braços. Ela sorria. Usava um chapéu muito grande, roupas lindas que somente mulheres muito ricas usavam. Eu Senti vindo dela um cheiro muito doce de flores. Mel. Mas não vi flores em sua roupa. Ela tinha também um cigarro muito comprido. Diferente dos de meu pai. Esse tinha um canudo muito longo e o cigarro branco na ponta, enquanto o de meu pai era feito de palha de milho.
Quando ela riu, uma coisa amarela estava nos dentes. Brilhava.
Me perguntou o nome. Eu respondo. Ela me dizes que seu nome é madame Gigi de Montalvam.
Me dá duas opções. Ir para as carmelitas ou trabalhar para ela. Nao pensei 2 vezes. Queria ficar.
Fui com ela. Era um casarão no final d alameda, logo que passamos pelo portão., flores como jamais vi enfeitavam os jardins. Pensei que se trabalhasse ali seria feliz no meio das flores.
Passamos por uma porta branca e uma grande sala com muitos sofás e mesinhas com flores. Era muito grande e muitos sofás. Ela deveria ter uma grande família.
Uma escadaria no final da sala levava a um novo lugar. Uma casa em cima de outra casa. Várias meninas vieram ao topo da escada e ficaram rindo a me olhar.
Deveriam ser todas filhas de madame gigi.
Ela chamou por Anabela. Deu ordem para me banhar e vestir.
Me.levou a um quarto com uma tina. Somente os muito ricos tinham quarto de banho. Depois me levou para outro quarto. Me mostrou muitos vestidos. Nunca vi tantos. Me vestiu. Me Senti uma boneca. Me passou uma agua com o mesmo cheiro de madame. Cheirava flores. Me passou um po nos lábios e nas minhas faces. Me levou a um grande espelho. Eu nunca vi um espelho daquele tamanho. Podia me ver inteira nele. Quando me vi com a boca vermelha e de vestido eu não pensei que fosse eu.
Madame gigi entrou e bateu palmas.
Ela gostou de me ver. Me levou para comer. Nossa quanta comida. Somente em dia de festa e nem assim vi tanto pão.
Comi e bebi até fartar.
Ela me pegou nos ombros e disse.
-está limpa e alimentada mom petit, assim que eu gosto de minhas meninas!
Vamos esperar à noite chegar e ver quem vai pagar o melhor preço pelo seu cabaço!!!!."
Bom pessoal. Esta é a primeira parte dessa história.
Já deu pra perceber que será uma excelente estória !! Votado e aguardando a continuação !!!!
adorei