Uma amizade diferente



Vera, uma senhora de 60 anos, trabalhava fazendo limpezas nas casas do condomínio. Seu marido, Sérgio, era um homem mais velho e de temperamento autoritário. Sempre dizia que o lugar de Vera era dentro de casa, mas o dinheiro extra ajudava a manter tudo em ordem, então ele aceitava a situação sem grande entusiasmo.

Foi assim que ela acabou conhecendo David, um rapaz de 21 anos que havia se mudado recentemente para o condomínio. David era recluso, de poucos amigos e passava a maior parte do tempo sozinho. Se Vera não estivesse sempre atenta às mudanças no condomínio, talvez nem tivesse notado sua presença.

David valorizava sua liberdade. Gostava de andar pela casa de cueca ou até mesmo nu, sem ninguém para incomodar. Talvez por isso tenha resistido tanto à ideia de contratar alguém para limpar sua casa. Mas a necessidade bateu à porta. O lugar estava ficando sujo demais, e ele percebeu que, por mais que gostasse do próprio espaço, não dava para continuar daquele jeito.


No começo, a ideia de ter alguém mexendo nas suas coisas o incomodava, mas quando Vera apareceu na porta com seu jeito simples e direto, ele percebeu que talvez não fosse uma má ideia. Afinal, era só um serviço, sem nenhuma complicação. Assim, sem cerimônia, começou a rotina de faxinas na casa de David.

Nos primeiros dias, David se mantinha discreto, permanecendo mais tempo no quarto ou saindo para evitar cruzar com Vera. Ela, por sua vez, trabalhava sem se importar com sua ausência, focada apenas na limpeza. A casa era espaçosa, mas pouco decorada, um ambiente típico de alguém que não se preocupava muito com detalhes.

Com o tempo, porém, a convivência foi se tornando mais natural. David começou a relaxar, sentindo que não precisava sair de casa só porque Vera estava lá. Eles começaram a trocar algumas palavras casuais, pequenos comentários sobre o clima ou sobre a bagunça que se acumulava em certos cantos. Até então, nada parecia incomum ou fora do esperado.

David notou que Vera era uma mulher gentil e que, apesar da idade, conversava muito bem. Diferente de outras pessoas que ele conhecia, ela não era invasiva nem curiosa demais. Apenas fazia seu trabalho e trocava algumas palavras com ele de maneira natural.

Vera, por sua vez, percebeu que David era um rapaz bacana, respeitoso e tranquilo. Talvez sua visão sobre os homens estivesse um pouco distorcida por conta dos anos ao lado de Sérgio, que sempre fora autoritário e pouco afetuoso. David não tinha aquele jeito ríspido e dominante que ela estava acostumada a ver.

A cada visita, a sensação de conforto entre os dois aumentava. O silêncio já não parecia incômodo, e as conversas se tornavam mais leves. Vera começou a perceber que, pela primeira vez em anos, podia rir espontaneamente ao lado de um homem sem sentir uma cobrança ou julgamento.

A cumplicidade crescia de forma sutil. Pequenos gestos, como um copo d’água oferecido sem precisar pedir ou um comentário engraçado sobre algo bobo, tornavam as interações mais naturais. A amizade se firmava sem que nenhum dos dois precisasse se esforçar para isso.

Com o passar dos dias, os dois se tornaram um pouco mais soltos e brincalhões um com o outro. Algumas piadas surgiam naturalmente, e até mesmo pequenas provocações. Não havia segundas intenções, apenas uma sensação de liberdade mútua, como se ambos tivessem encontrado um espaço seguro onde podiam ser apenas eles mesmos.

Vera começou a se sentir ainda mais à vontade na casa de David. A convivência entre eles já durava seis meses, e a relação se tornara quase familiar. Não havia cerimônias entre os dois, e as conversas iam ficando cada vez mais soltas.

Certo dia, enquanto limpava a cozinha, Vera comentou sobre como os jovens de hoje pareciam "mimados" e "sem graça". Riu sozinha do próprio comentário, balançando a cabeça. David, acostumado às brincadeiras dela, apenas sorriu e retrucou de forma bem-humorada.

— Ah, claro, porque na sua época todo mundo era durão, né? — David provocou, encostado no balcão.

— Não era questão de ser durão, era questão de saber viver sem frescura! — Vera retrucou, passando o pano no balcão com mais força. — Hoje em dia, vocês precisam de manual pra tudo!

David riu e cruzou os braços.

— Aposto que na sua época ninguém lavava a própria cueca! Só as mães e esposas faziam isso.

Vera lançou um olhar de falsa indignação.

— Olha aqui, rapazinho, eu lavava minha roupa desde os 10 anos! E fazia comida, e cuidava dos irmãos! Hoje em dia, vocês mal fritam um ovo sem tutorial no YouTube!

— Ei, eu sei fritar ovo! — David ergueu as mãos, rindo. — Tá certo que às vezes queima um pouco, mas a intenção é o que vale, né?

Vera riu alto e balançou a cabeça.

— Tá vendo? É disso que eu tô falando! Vocês se contentam com a intenção! No meu tempo, ou fazia direito, ou passava fome!

Nesse momento, num impulso espontâneo, Vera deu um leve tapa na bunda dele e caiu na risada com a cara de surpresa que ele fez.

— Que foi, menino? Nunca levou uma brincadeira? — disse, ainda rindo.

David, em vez de se afastar ou se incomodar, entrou na brincadeira. Respondeu com uma piada, fingindo indignação.

— Olha só, hein, dona Vera! Já quase não tenho bunda, se ficar batendo fico sem!

A partir desse dia, a relação entre os dois ficou ainda mais sem filtro. O toque casual, as piadas provocativas e as brincadeiras físicas se tornaram normais entre eles, mas tudo dentro da amizade única que estavam construindo. Era apenas um nível de liberdade que nenhum dos dois havia experimentado antes.

Para David, Vera era como uma amiga de longa data, alguém que não exigia nada além de companhia e bom humor. Para Vera, David era um respiro de leveza em meio a uma vida de obrigações e censuras. A amizade deles, tão inesperada, seguia um caminho próprio, sem regras ou expectativas.

Enquanto passava pano no chão da sala, Vera olhou para David, que estava esparramado no sofá, distraído com o celular. Ela ajeitou o balde ao lado e, sem cerimônia, jogou a pergunta:

— E então, já pegou alguma das mocinhas do condomínio?

David arregalou os olhos, claramente pego de surpresa. Ele soltou uma risada curta, tentando disfarçar o leve desconforto.

— Mas que pergunta é essa, dona Vera? — retrucou, balançando a cabeça.

— Ah, me dê esse desconto! Um rapaz novo, bonitão que nem você, sozinho por aí... Aposto que tem um bando de menina querendo dar o bote.

David riu, se recostando no sofá.

— Olha, já rolei com algumas, sim. Mas nada sério. Não tô afim de me prender, sabe?

Vera fez um som com a boca, como se não estivesse surpresa.

— Esses homens de hoje... Perderam a ousadia. No meu tempo, o cara se jogava com vontade, fazia de tudo! Agora fica nessa frescura de "ai, relacionamento", "ai, não quero compromisso". Cadê a diversão?

David levantou uma sobrancelha, achando engraçado o tom da conversa.

— Ué, e quem disse que não tem diversão? O problema é que hoje em dia tem muita gente complicada. Eu prefiro algo leve, sem cobrança.

Vera cruzou os braços, com um sorriso travesso.

— Sei... E esse "algo leve" inclui o quê? Faço de tudo ou só finge que é moderninho e na hora H fica na mesmice?

David se engasgou de leve com a pergunta direta. Não esperava menos de Vera, mas ainda assim, ela conseguia surpreendê-lo.

— E-eu… Faço o que tem que ser feito, ué.

— Sei. — Vera riu, voltando a esfregar o chão. — Se precisar de dicas, só falar comigo. Antigamente a gente não tinha YouTube pra ensinar nada, mas aprendia direitinho!

David apenas riu, sem saber exatamente se estava sendo zoado ou se Vera estava séria. Mas de uma coisa ele sabia: cada dia com ela trazia uma nova surpresa.

A relação entre Vera e David já estava completamente sem filtros. Depois de meses de convivência e brincadeiras, qualquer resquício de formalidade havia desaparecido. Eles falavam sobre tudo e se provocavam sem pudores, como se fossem velhos amigos que cresceram juntos.

Certa manhã, enquanto limpava a sala, Vera continuava seu costume de alfinetar o rapaz.

— Você precisa começar a se vestir melhor, menino! — comentou, vendo David caminhar pela casa de cueca box e sem camisa. — Desse jeito, qualquer corrente de ar leva esse pano embora.

David, acostumado com as provocações dela, apenas deu de ombros.

— Relaxa, Vera. Eu sou jovem, confortável e livre. Diferente da sua época, a gente pode andar mais à vontade em casa sem medo de repressão!

Vera riu e revirou os olhos. Mas, num ímpeto espontâneo, levou a brincadeira um pouco além. Sem aviso, deu um apertão rápido na virilha dele e soltou:

— Se continuar assim, esse passarinho vai acabar voando!

David arregalou os olhos por um segundo, mas logo se desmanchou em risadas.

— Passarinho? Passarão, né! — retrucou, piscando para Vera, que já gargalhava alto.

O riso deles ecoou pela casa. Não havia constrangimento, apenas o tipo de liberdade que eles haviam conquistado com o tempo. A partir desse momento, as brincadeiras ganharam um nível extra de espontaneidade, e nenhum dos dois parecia se importar em manter qualquer tipo de barreira entre eles.

David chegou do treino suado, passando a toalha pelo rosto enquanto entrava em casa. Vera, que já estava terminando a limpeza, olhou para ele e franziu o nariz com um sorriso brincalhão.

— Credo, menino! Tá parecendo um porco molhado! — provocou, segurando um balde com água.

Antes que David pudesse responder, Vera jogou um pouco da água nele. O rapaz se encolheu com o susto e depois soltou uma gargalhada.

— Ah, é assim, dona Vera? Agora você vai ver! — disse, fingindo avançar para se vingar.

Ainda rindo, ele puxou a camisa suada e a jogou em um canto, revelando o abdômen definido. Depois, sem pensar muito, tirou o short, ficando apenas de cueca. Vera observou e soltou uma risada marota.

— Olha só… As meninas do condomínio iam gostar dessa vista, hein? — comentou, cruzando os braços.

David riu, balançando a cabeça.

— Sei não, Vera. Eu até fico com algumas, mas não sou muito bom de papo. Acho que tenho medo de parecer muito direto.

Vera deu um tapinha no ombro dele e piscou.

— Ah, besteira! Você é jovem, bonito… Tem mais é que aproveitar! Se não for agora, quando vai ser? Homem inseguro demais perde a graça!

David pensou por um instante e depois sorriu. Com Vera, ele se sentia à vontade para falar sobre qualquer coisa, e as conversas com ela sempre pareciam abrir sua mente para novas perspectivas.

Ele soltou um riso e balançou a cabeça.

— Vera, que isso, você é um pilar de sabedoria! — brincou, arrancando mais uma gargalhada dela.

David passou por uma cirurgia no pênis e precisaria de alguns dias de recuperação. O procedimento em si não foi nada grave, mas os cuidados pós-operatórios exigiam paciência e um pouco de ajuda.

Sem família por perto e sem querer depender de amigos, ele acabou aceitando a ajuda de Vera, que prontamente se ofereceu para cuidar dele.

— Não adianta fazer cara feia, menino. Se precisar trocar curativo, eu troco. Já vi coisa pior na vida! — disse ela, colocando as mãos na cintura.

David deu um meio sorriso, ainda um pouco desconfortável com a ideia. Mas, com Vera, tudo sempre parecia mais leve.

Nos primeiros dias, ele sentiu uma pontinha de vergonha ao ter que expor a região para que ela o ajudasse com os curativos. Porém, a espontaneidade de Vera logo dissipou qualquer constrangimento. Ela tratava tudo com tanta naturalidade que ele acabou relaxando.

— Tá vendo? Nem dói tanto assim. Agora, se comporta direitinho e segue as recomendações do médico. Se inventar moda, eu dou na sua cabeça! — brincou ela, enquanto terminava mais uma troca de curativo.

David riu, balançando a cabeça.

— Sabe, Vera… Você é meio doida, mas no melhor sentido possível.

Ela piscou, divertida.

— E você é um sortudo! Porque poucos têm uma enfermeira tão dedicada quanto eu!

Após um mês, veio o grande dia: a remoção final do curativo. David, ansioso, sentia um misto de alívio e apreensão. Vera, como sempre, estava lá para ajudá-lo, sem cerimônia ou rodeios.

— Pronto, hoje você se livra disso de vez! Vamos ver como ficou esse estrago — disse ela, abrindo o kit de curativos com a mesma naturalidade de sempre.

Já não havia mais vergonha entre os dois. O que restava era apenas a curiosidade e a expectativa de David sobre o resultado. Quando finalmente retiraram o curativo, ele analisou a região e suspirou.

— Bom, não ficou tão ruim, mas essa cicatriz tá maior do que eu esperava — comentou, franzindo a testa.

Vera observou e deu de ombros.

— Cicatriz é história, menino. O importante é que tá funcionando. E aí, tá funcionando? — perguntou, direta como sempre.

David riu, balançando a cabeça.

— Acho que sim, mas sinto que perdi um pouco da sensibilidade.

Vera assentiu e cruzou os braços.

— Mas sensibilidade como? Tipo, não sente nada ou só diminuiu um pouco?

A naturalidade dela fez David rir mais uma vez. Ele nunca teria essa conversa com ninguém sem sentir um certo desconforto, mas com Vera era diferente.

— Você não tem filtro nenhum, né? — disse, ainda rindo.

— Ah, menino, pra que frescura? Isso aí é parte do seu corpo, é que nem um braço ou uma perna. Só que maior — respondeu, em meio a várias gargalhadas.

Durante a conversa, Vera, sempre espontânea, tocou a cicatriz de David com a ponta dos dedos, como se estivesse testando a firmeza de um músculo qualquer.

— E aí, tá sentindo alguma coisa? — perguntou, franzindo a testa enquanto analisava a pele.

David arregalou os olhos por um instante, mas logo relaxou. Já estava acostumado ao jeito sem filtro de Vera. Se fosse qualquer outra pessoa, aquilo pareceria estranho, mas com ela era apenas mais um momento casual.

— Sei lá… Acho que não — respondeu, mordendo o lábio inferior.

Vera pressionou levemente ao redor da cicatriz.

— E aqui? Nada também?

David balançou a cabeça de um lado para o outro, sentindo um leve receio crescendo dentro de si. Nunca tinha parado para testar daquela forma.

— Merda… Será que perdi a sensibilidade mesmo? — murmurou, com um olhar preocupado.

Vera deu um tapinha no ombro dele.

Vera, sem qualquer cerimônia, inclinou-se e encostou a ponta da língua na cicatriz de David, como se estivesse tirando um cisco no óculos com saliva.

David deu um pulo leve, arregalando os olhos.

— Ta doida, Vera? — exclamou, rindo, meio sem saber como reagir.

Ela apenas deu de ombros, sem se abalar.

— Deixa de ser bobo, menino. Sentiu alguma coisa?

Ele piscou algumas vezes, pensando. A sensação tinha sido estranha, diferente… Mas não exatamente ruim.

— Acho que… um pouco? Não sei — respondeu, ainda surpreso.

Vera assentiu, satisfeita.

— Viu? Tá voltando. O corpo tem dessas, precisa de estímulo pra lembrar o que faz.

David riu, balançando a cabeça.

— Você realmente não tem filtro nenhum, né?

— E você ainda se surpreende? — respondeu ela, piscando de leve.

David recostou-se na cama, olhando para o teto com uma expressão apreensiva. Nunca havia passado por algo assim. Sempre teve plena confiança no próprio corpo, nunca enfrentou problemas com sensibilidade ou ereção.

— Isso não é normal… — murmurou, franzindo a testa. — Em outra época, eu já estaria de pau duro.

Vera, sentada ao lado dele, soltou um riso curto e balançou a cabeça.

— Ai, menino, larga de ser ansioso. Teu corpo ficou mais de um mês com curativos, com dor, sem poder nem pensar nessas coisas. Você quer que ele volte a funcionar num estalo?

David suspirou, passando a mão pelo rosto.

— Sei lá… Só não achei que ia ser assim. Nunca tive problema com isso.

— E não tá tendo agora, ué. O que você tá sentindo é coisa da cabeça. Quanto mais você encana, mais difícil fica.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, assimilando as palavras dela. Vera tinha razão. A pressa só piorava tudo.

— Você sempre tem uma resposta pra tudo, né? — brincou, olhando para ela.

Ela deu um tapinha no braço dele.

— Claro, sou um pilar de sabedoria, já disse.

E os dois riram, quebrando o clima tenso.

Vera observou David por um instante, percebendo a tensão ainda presente no rosto dele. Então, deu de ombros e sorriu.

— Quer saber? Vamos continuar testando. Quem sabe algo muda.

Antes que ele pudesse responder, ela se inclinou e, com a mesma naturalidade de antes, passou a língua pela cicatriz novamente. Dessa vez, porém, seus lábios se fecharam suavemente ao redor da pele sensível.

David prendeu a respiração por um instante. Sentiu algo diferente. Uma leve pontada, talvez um arrepio. Não era forte, mas definitivamente era alguma coisa.

— Sentiu? — perguntou ela, levantando os olhos para ele.

Ele engoliu em seco e assentiu devagar.

— Acho que sim… Foi bem leve, mas senti.

Vera sorriu, satisfeita.

— Tá vendo, menino? Isso é só passageiro. Se a gente continuar, você recupera.

Ele riu, ainda meio surpreso.

— Você leva isso muito a sério, hein?

— Ué, e não é sério? Saúde é coisa importante, meu filho. E eu sou muito prestativa.

E, mais uma vez, os dois riram, enquanto a tensão do momento se desfazia na cumplicidade espontânea entre eles.

Vera continuava a testar a área, aumentando aos poucos o alcance e a pressão dos lábios. Seu toque era meticuloso, quase clínico, mas carregado daquela despreocupação característica dela.

David, que inicialmente estava apreensivo, começou a relaxar conforme o estímulo se intensificava. Aos poucos, uma sensação diferente foi surgindo, tomando conta do corpo dele. Até que, sem aviso, sentiu-se despertar por completo.

Ele olhou para baixo e, ao perceber a ereção crescendo firme, abriu um sorriso de alívio e alegria.

Vera, ao notar a mudança, ergueu a cabeça com um sorriso satisfeito.

— Olha aí, crescendo como nunca! — disse, dando um tapinha leve na coxa dele.

David soltou uma risada, aliviado.

— Meu Deus, achei que nunca mais ia ver isso acontecer.

— Besteira, menino. Seu corpo só precisava de um empurrãozinho. Agora tá pronto pra funcionar de novo.

Ele respirou fundo, ainda assimilando a situação. Vera, com sua tranquilidade de sempre, ajeitou-se ao lado dele, satisfeita com o progresso.

— Tá vendo? Saúde em dia. Agora é só continuar o tratamento, né? — brincou ela, piscando.

Os dois riram juntos, transformando aquele momento em mais um dos muitos episódios descontraídos da amizade peculiar que haviam construído.

Vera observou David por um instante e perguntou:

— E aí, sentiu alguma coisa diferente agora?

Ele franziu a testa por um momento, refletindo.

— Não muito… Quer dizer, senti algo a mais quando você desceu um pouco mais que a cicatriz.

Ela assentiu, pensativa, e então decidiu fazer diferente.

Sem aviso, envolveu toda a metade até chegar à cicatriz, desta vez aplicando mais pressão com os lábios. Os movimentos eram mais firmes, uma tentativa clara de forçar a sensibilidade daquela área adormecida.

Se gostou, comente para novas continuações....


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Comentários


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sexgrafia Comentou em 03/04/2025

Conto muito tesudo!

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casalralui Comentou em 03/04/2025

Sensacional, muito bem escrito, adorei

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trovão Comentou em 03/04/2025

Continuação, por favor!!!!! Please!!!! Continuação




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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico ohistoriador

Nome do conto:
Uma amizade diferente

Codigo do conto:
232496

Categoria:
Coroas

Data da Publicação:
03/04/2025

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4

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