Acho que muitos não vão entender o que leva um marido, uma pessoa normal, a querer que sua esposa, uma pacata dona de casa, se entregue completamente.
Creio que seja justamente isto, toda vidinha tranqüila tem que ter certo agito.
Somos casados há anos e acho que em matéria de sexo nós dois não temos mais nada a variar. Mais quero ter de novo o sangue fervendo e o coração batendo rápido como em nossas primeiras relações amorosas.
Bom, já fiz a minha parte, introduzi essas fantasias devagarzinho ao longo do tempo, deixei claro que não afetaria nosso amor e procurei incentivar e fazê-la pensar nesta possibilidade sempre, mas até hoje nada.
Não quero deixar o tempo passar indefinidamente, sei que agora e o tempo de realizar, bom pelo menos as minhas fantasias.
Quem estiver disposto a realizar fantasias de alguém, pense nisto é muito mais que carnal.
Deixar a esposa indefesa, nua ajoelhada na frente de outro a se deleitar, ver-la sentando em outro a delirar, sentir sua respiração ofegante e o seu olhar numa suplica para que não deixe aquele desconhecido até alguns momentos antes, invadi-la fundo, enquanto o dominada esta.
Segurar firme suas mãos para que a cadência dos movimentos do outro sejam mais firmes e vigorosos e por e fim acudi-la no momento sublime de sua fraqueza após a satisfação tirada a força, amparado-a e limpado-a para que se sinta novamente ao regresso para casa apenas a dona de casa pacata e o amor de uma vida inteira.
Todo ciclo iniciado deve se fechar, não cabe mais a eu insistir para realizar.
Sei que é o fato de muito me amar que apesar de entender não consegue visualizar o que na verdade seria o renascimento ou o despertar.
Cabe então ao meu amor verdadeiro entender e abdicar daquilo que quero e não consigo alcançar.
Amigo, teus devaneios são pertinentes. Mas lembre-se de que os desejos dela são igualmente importantes! Convide-a, intigue-a, mas NUNCA insista. Deixe que ela mesma, um dia, talvez, assim se decida... Mas lembre-se, mesmo que ela jamais aceite, nunca a destrate, cultive esse amor mesmo privado dessa fantasia, que pode até lhes ser salutar, mas não é necessária. E, se ela topar, proteja-a! Ab Zeus!