O sol já tinha desaparecido completamente, e a noite se instalou com um céu cravejado de estrelas. A sala ainda ecoava com os suspiros e risadas de instantes atrás, mas o ar agora carregava um novo tipo de eletricidade — uma mistura de saciedade e desejo renovado. Lívia, deitada entre mim e Ruan, esticou o corpo como uma gata manhosa, seus seios subindo e descendo com a respiração lenta. Sua pele brilhava com uma fina camada de suor, e o cheiro doce de sexo ainda pairava ao nosso redor.
— Vocês dois acabaram comigo — ela disse, com um sorriso preguiçoso, mas os olhos brilhavam com aquela chama que eu conhecia tão bem. Ela deslizou a mão pelo meu peito, descendo até meu pau, que ainda pulsava com o calor do que acabara de acontecer. — Mas eu não disse que acabou, né?
Ruan, deitado de lado, apoiou a cabeça na mão e riu, um som grave e rouco que reverberou na sala. — Você é insaciável, Lívia. O que mais você quer? — Ele passou os dedos pela curva do quadril dela, traçando um caminho até a parte interna da coxa, onde a pele ainda estava úmida do prazer anterior.
Ela se virou para ele, mordendo o lábio com aquele olhar de quem já tinha um plano. — Quero vocês dois me fodendo ao mesmo tempo. — A voz dela saiu firme, sem hesitação, como se fosse a coisa mais natural do mundo. — Quero sentir os dois dentro de mim, me enchendo até eu não aguentar mais.
Eu senti um choque de tesão percorrer meu corpo, meu pau endurecendo instantaneamente com a imagem que ela pintou. Olhei para Ruan, e o sorriso malicioso dele me disse que ele estava tão dentro quanto eu. — O que acha, Bernardo? — ele perguntou, já se sentando e puxando Lívia para o colo dele. — Vamos dar pra ela o que ela quer?
— Porra, sim — respondi, minha voz saindo mais rouca do que eu esperava. Levantei-me do sofá e me posicionei atrás dela, enquanto Ruan a segurava pelos quadris, alinhando seu pau com a boceta dela.
Lívia gemeu alto quando Ruan a penetrou, empurrando devagar para que ela sentisse cada centímetro dele entrando. — Isso… caralho, como é grosso — ela murmurou, jogando a cabeça para trás até encostar no meu ombro. Seus cabelos roçaram meu rosto, e eu não resisti: segurei seu queixo e virei sua cabeça para um beijo profundo, minha língua invadindo a boca dela enquanto Ruan começava a se mover.
— Você é tão apertada… — Ruan grunhiu, suas mãos apertando as nádegas dela enquanto ele a puxava contra cada estocada. — Tá pronta pro Bernardo agora?
Ela assentiu, os olhos semicerrados de prazer. — Me come, amor… me come por trás.
Eu não precisava de mais convite. Cuspi na minha mão, esfregando o líquido quente no meu pau antes de alinhá-lo com o cuzinho dela. Ruan diminuiu o ritmo, dando espaço para que eu me encaixasse. Pressionei a cabeça contra a entrada apertada, sentindo a resistência inicial antes de ela ceder, me engolindo aos poucos.
— Caralho… — Lívia gritou, o corpo tremendo entre nós dois. — Tá me rasgando… mas não para, por favor…
Eu empurrei mais fundo, sentindo as paredes quentes e apertadas dela me envolverem completamente. Ruan, por baixo, começou a se mover de novo, e o ritmo desencontrado das nossas estocadas a fez perder o controle. Ela gritava, os gemidos saindo em ondas enquanto seus seios balançavam violentamente com cada impacto.
— Isso, porra… me fode… os dois… — ela implorava, as mãos agarrando os ombros de Ruan enquanto eu segurava seus quadris, puxando-a contra mim com força.
Era uma dança caótica e perfeita. Eu sentia o pau de Ruan através da fina parede que nos separava dentro dela, o calor e a pressão aumentando a cada movimento. Lívia estava perdida, o corpo entregue, a boca entreaberta soltando sons que eram metade prazer, metade desespero.
— Vou gozar… não aguento… — ela avisou, as unhas cravando na pele de Ruan. Ele respondeu acelerando, batendo com mais força enquanto eu mantinha o ritmo firme atrás dela.
— Goza, amor… goza pra gente — eu disse, minha voz quase um rosnado enquanto sentia meu próprio clímax se aproximando.
Ela explodiu entre nós, o corpo convulsionando enquanto um grito rouco escapava de sua garganta. Suas contrações me levaram ao limite, e eu gozei dentro dela, jorrando com força enquanto Ruan fazia o mesmo, enchendo a boceta dela com um gemido gutural.
Por um momento, ficamos assim, os três ofegantes, colados um ao outro, o suor escorrendo pelos nossos corpos. Lívia riu, um som fraco mas cheio de satisfação. — Meu Deus… vocês são perfeitos.
Ruan se inclinou e beijou o pescoço dela, enquanto eu passava as mãos pelos seus seios, apertando os mamilos ainda duros. — E você acha que acabou? — ele perguntou, um brilho travesso nos olhos.
Ela virou o rosto para mim, os lábios inchados de tanto morder. — Não acabou, né, amor? Eu ainda quero mais.
— Claro que não — respondi, já sentindo meu pau endurecer de novo só de olhar para ela. — Vamos pro quarto. Quero te ver deitada na cama, toda aberta pra gente.
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Subimos as escadas quase tropeçando, os corpos ainda carregados de desejo. No quarto, Lívia se jogou na cama, deitando de costas e abrindo as pernas sem pudor. Sua boceta estava vermelha e inchada do que já tinha rolado, o líquido de Ruan escorrendo lentamente entre suas coxas. O cuzinho dela, ainda sensível do meu pau, pulsava levemente enquanto ela nos encarava com um sorriso desafiador.
— Vem cá, Ruan — ela chamou, estendendo a mão para ele. — Quero sua boca em mim de novo.
Ruan não hesitou. Ajoelhou-se entre as pernas dela, segurando suas coxas e puxando-a para mais perto antes de mergulhar a língua na boceta dela. Ele lambia com vontade, chupando o clitóris enquanto ela se contorcia, os gemidos voltando a encher o quarto.
Eu me posicionei ao lado dela, subindo na cama e oferecendo meu pau para sua boca. — Chupa, amor… me deixa duro pra te foder de novo.
Lívia virou o rosto, os olhos brilhando de tesão enquanto me engolia, a boca quente e úmida me envolvendo com uma pressão perfeita. Ela gemia contra meu pau enquanto Ruan trabalhava nela lá embaixo, os sons molhados da língua dele se misturando aos seus suspiros.
— Porra, Ruan… você chupa tão bem… — ela disse entre um gemido e outro, tirando meu pau da boca por um segundo antes de voltar a me sugar com mais força.
Eu segurei a cabeça dela, guiando os movimentos enquanto olhava para Ruan. — Levanta ela um pouco — pedi, e ele entendeu na hora.
Ruan se sentou na cama, puxando Lívia para o colo dele de novo, mas dessa vez de costas para ele. Ele alinhou o pau com o cuzinho dela e a penetrou devagar, fazendo-a gemer alto enquanto se abria para ele. Eu me ajoelhei na frente dela, segurando suas pernas e levantando-as para expor ainda mais sua boceta.
— Os dois de novo? — ela perguntou, a voz trêmula de excitação.
— Os dois — confirmei, empurrando meu pau dentro dela com um movimento firme.
A sensação era indescritível. Ruan no cuzinho dela, eu na boceta, os dois a preenchendo completamente enquanto ela gritava, o corpo preso entre nós. Começamos a nos mover juntos, encontrando um ritmo que fazia a cama ranger sob nosso peso.
— Caralho… vocês vão me matar… — ela disse, rindo e gemendo ao mesmo tempo, as mãos agarrando meus ombros enquanto Ruan segurava seus seios, apertando os mamilos com força.
— Então morre gozando — Ruan retrucou, mordendo o ombro dela enquanto acelerava as estocadas.
Não demorou muito. Lívia gozou de novo, o corpo tremendo violentamente enquanto suas paredes me apertavam, me levando junto com ela. Eu explodi dentro dela, o prazer me cegando por um instante enquanto Ruan gozava logo depois, enchendo o cuzinho dela mais uma vez.
Caímos na cama, os três exaustos, suados e rindo como se tivéssemos acabado de correr uma maratona. Lívia se aninhou entre nós, um braço sobre meu peito e a outra mão segurando a de Ruan.
— Isso… isso foi foda — ela disse, a voz rouca de tanto gritar.
— Literalmente — Ruan brincou, e nós três rimos, o quarto mergulhando em um silêncio satisfeito.
Mas eu sabia, olhando para o brilho nos olhos dela, que essa noite ainda guardava mais surpresas. E eu mal podia esperar para descobrir o que viria depois.
O silêncio que se seguiu foi breve, quase como uma pausa para recuperar o fôlego antes do próximo round. A cama estava uma bagunça, os lençóis embolados e úmidos de suor e prazer. Lívia, ainda aninhada entre mim e Ruan, respirava fundo, o peito subindo e descendo enquanto um sorriso satisfeito brincava em seus lábios. Mas a noite estava chegando ao fim, e o som do celular de Ruan vibrando na mesinha ao lado da cama quebrou o clima.
Ele se esticou para pegá-lo, franzindo a testa ao ler a mensagem. — Merda… é o pessoal do trabalho. Tenho que voltar pra cidade amanhã cedo. — Ele jogou o celular de volta na mesa e se virou para nós, um meio sorriso no rosto. — Mas valeu cada segundo dessa bagunça.
Lívia se sentou na cama, os cabelos desgrenhados caindo sobre os ombros, os seios ainda marcados pelas mãos de Ruan. — Já? Não acredito que você vai embora tão rápido! — Ela fez um biquinho exagerado, mas logo o sorriso travesso voltou. — Então a gente precisa se despedir direito.
Ela se inclinou sobre ele, beijando-o com uma mistura de ternura e provocação, a língua deslizando lentamente contra a dele. Ruan gemeu baixo, as mãos subindo para apertar os quadris dela uma última vez. — Você vai me matar antes de eu ir embora — ele murmurou contra a boca dela, rindo.
Eu assistia, o tesão ainda pulsando em mim apesar do cansaço. — Cuida pra não perder o caminho de volta por causa dela — brinquei, enquanto Lívia se afastava dele, jogando o cabelo para trás.
A despedida foi rápida, mas carregada de promessas. Ruan nos abraçou forte, primeiro a mim, com um tapa nas costas, e depois Lívia, que ele puxou para um beijo demorado antes de soltar um “até logo” e desaparecer pela porta com sua mochila nas costas. O som do carro dele se afastando ecoou na noite, deixando a casa silenciosa de novo.
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Na manhã seguinte, o sol entrava pelas frestas da cortina, aquecendo o quarto. Acordei com Lívia já mexendo em mim, sua mão deslizando pelo meu peito até encontrar meu pau, que endureceu instantaneamente sob seus dedos. Ela estava nua, a pele quente contra a minha, os seios roçando meu braço enquanto se inclinava para me beijar.
— Bom dia, amor — ela sussurrou, a voz rouca de sono e desejo. — Acho que a gente precisa começar o dia direito depois de ontem.
Eu não respondi com palavras. Puxei ela para cima de mim, suas coxas se abrindo para me encaixar enquanto ela se sentava no meu colo. Meu pau já estava duro, roçando a entrada da boceta dela, que ainda estava sensível e úmida da noite anterior. Ela gemeu baixo quando esfreguei a cabeça contra seu clitóris, os quadris dela se movendo em círculos lentos.
— Vem amor… — ela pediu, os olhos semicerrados enquanto se inclinava para me beijar de novo, os lábios macios e famintos.
Segurei seus quadris e a puxei para baixo, empurrando meu pau dentro dela com um movimento firme. Ela gritou, as unhas cravando nos meus ombros enquanto começava a cavalgar, os seios balançando a cada estocada. O som molhado da nossa pele se chocando enchia o quarto, misturado aos gemidos dela e aos meus grunhidos de prazer.
— Caralho, Lívia… você ta muito gostosa… — eu disse, apertando suas nádegas e puxando-a com mais força contra mim. Ela jogou a cabeça para trás, o cabelo caindo como uma cascata enquanto gozava, o corpo tremendo sobre o meu.
Eu não aguentei mais. Com um último empurrão, gozei dentro dela, o prazer me cegando enquanto ela caía sobre meu peito, ofegante e rindo. — Isso sim é acordar bem — ela murmurou, beijando meu pescoço antes de se levantar, o corpo ainda brilhando de suor.
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Seis meses se passaram num piscar de olhos. A vida seguiu seu curso, mas a lembrança daquela noite com Ruan nunca saiu da nossa cabeça. Lívia falava dele de vez em quando, sempre com aquele tom provocador, e eu sabia que a promessa dela de visitá-lo estava mais viva do que nunca. Quando ela me contou que ia passar o fim de semana na cidade dele, não fiquei surpreso — só senti aquela mistura familiar de ciúmes e excitação.
Era uma sexta-feira de outubro, o ar fresco da manhã contrastando com o calor que ainda carregávamos dentro de nós. Lívia estava na sala, arrumando a mala com um sorriso que não escondia a expectativa. O biquíni novo que ela comprou — um modelo minúsculo, vermelho como o fogo — estava dobrado em cima da pilha de roupas.
— Vou sentir saudade, amor — ela disse, vindo até mim e me abraçando pela cintura. Seus seios pressionaram meu peito, e eu senti o cheiro doce do perfume dela. — Mas eu volto cheia de histórias pra te contar.
Eu ri, segurando o rosto dela e beijando-a com força. — É bom mesmo. E não esquece de mandar mensagem quando chegar lá. Quero saber como o Ruan vai te receber.
— Pode deixar — ela respondeu, piscando para mim antes de pegar a mala e ir até o carro. Eu a acompanhei até a porta, vendo-a entrar no táxi que a levaria ao aeroporto. Ela acenou pela janela, o sorriso travesso iluminando o rosto, e eu soube que aquele fim de semana seria mais uma aventura para ela — e, de alguma forma, para mim também.
Enquanto o táxi se afastava, fechei a porta e me joguei no sofá, o coração acelerado com a mistura de saudade e curiosidade. Lívia estava indo encontrar Ruan, e eu mal podia esperar para ouvir cada detalhe quando ela voltasse.
O voo de Lívia foi tranquilo, e por volta das sete da noite, meu celular vibrou com uma notificação de chamada de vídeo. Era ela. Atendi rápido, ansioso para ver seu rosto, e lá estava Lívia, sorrindo com aquele brilho nos olhos que eu conhecia tão bem. O fundo mostrava uma sala aconchegante, com paredes de madeira e uma janela grande que deixava entrever o céu escuro lá fora.
— Oi, amor! Cheguei direitinho — ela disse, a voz animada enquanto ajustava o celular para me mostrar melhor o rosto. O cabelo estava solto, caindo em ondas sobre os ombros, e ela usava uma blusa leve que marcava as curvas dos seios. — A casa do Ruan é uma graça, você ia gostar.
— Que bom, amor. Como foi a viagem? — perguntei, recostando-me no sofá, tentando imaginar o que ela estava prestes a viver naquele fim de semana.
— Cansativa, mas valeu a pena. O Ruan veio me buscar no aeroporto, e a gente já tá planejando o que fazer amanhã. — Ela riu, e o som era como música. Mas antes que eu pudesse responder, ouvi passos atrás dela, e de repente Ruan apareceu no enquadramento.
Ele estava sem camisa, o corpo atlético brilhando sob a luz quente da sala, e passou os braços ao redor de Lívia, abraçando-a por trás. Seus mãos deslizaram pelos ombros dela até a cintura, puxando-a contra ele com uma intimidade que fez meu coração acelerar. — Oi, Bernardo! — ele disse, com um sorriso malicioso, o rosto perto demais do dela. — Abraço aí, cara.
Lívia riu, virando o rosto para encostar a bochecha na dele, mas então olhou para mim com um ar apressado. — Amor, a gente tá indo pegar umas coisas pra jantar. Te ligo depois, tá? Beijo! — E, sem me dar tempo de responder, ela encerrou a ligação. A tela ficou preta, e eu fiquei ali, olhando o celular, sentindo uma mistura de saudade, ciúmes e um tesão que eu não sabia explicar.
Por alguns minutos, não fiz nada. O silêncio da casa parecia mais pesado agora, e eu peguei o celular de novo, rolando o feed do Instagram sem muito foco. Fotos de amigos, memes idiotas, stories de gente na balada. Nada que prendesse minha atenção de verdade. Até que uma notificação de DM piscou na tela. Era Lari, uma amiga nossa da época da faculdade, que também era próxima de Lívia.
Lari: "E aí, Bernardo! Cadê a Lívia? Não consegui falar com ela hoje."
Eu sorri, lembrando das vezes que Lari aparecia em casa com um papo descontraído e uma energia que sempre animava o ambiente. Respondi rápido:
Bernardo: "Oi, Lari! Ela viajou pra passar o fim de semana na casa do Ruan, aquele amigo nosso."
Lari: "Sério? E você ficou aí sozinho? Que saco, hein. O que você tá fazendo pra passar o tempo?"
Bernardo: "Nada demais, só rolando o Insta e pensando na vida. E tu, como tá?"
Lari: "Tô de boa, mas aqui, to precisando de um cabo HDMI, posso pegar um dos seus ai? Eu devolvo semana que vem.
Eu hesitei por um segundo, mas a ideia de companhia parecia melhor do que ficar encarando o teto.
Bernardo: "Claro, passa aqui! Tem cabo na gaveta da sala. Se animar, a gente toma uma quando você passar por aqui."
Lari: "Opa, adorei! Tô saindo agora, chego em uns 20 minutos. Prepara a gelada aí!"
Desliguei o celular e me levantei do sofá, sentindo uma leve animação substituir o vazio que a ligação de Lívia tinha deixado. Fui até a geladeira, peguei duas latas de cerveja e joguei na mesinha de centro. Lari era uma figura — cabelo castanho cacheado, um sorriso fácil e uma energia que sempre me fazia rir. Ela e Lívia eram unha e carne na faculdade, e eu sabia que ela não ia julgar o fato de eu estar sozinho enquanto minha esposa curtia um fim de semana com Ruan.
Enquanto esperava, voltei a pensar na chamada de vídeo. Ruan abraçando Lívia por trás, o jeito como ela riu antes de desligar. Meu pau deu um leve pulsar só de imaginar o que eles podiam estar fazendo agora. Mas antes que eu pudesse me perder nesses pensamentos, a campainha tocou.
Abri a porta e lá estava Lari, com um sorriso largo e uma energia que parecia iluminar a sala. Ela usava uma calça jeans justa e uma blusa soltinha que deixava um ombro à mostra, o cabelo cacheado caindo sobre os olhos enquanto segurava uma bolsa pequena. — E aí, Bernardo! Pronto pra me salvar da noite entediada? — ela brincou, entrando sem cerimônia.
— Sempre pronto pra ajudar uma amiga — respondi, rindo enquanto apontava pra mesinha onde as cervejas já estavam esperando. — O cabo HDMI tá na gaveta ali, mas pega uma gelada antes de ir fuçar.
Ela jogou a bolsa no sofá e se jogou ao lado, pegando uma lata com um suspiro exagerado. — Valeu, cara. Tava precisando disso. — Abriu a cerveja com um estalo e deu um gole longo, me olhando por cima da lata. — Então, me conta vai ficar ai o fim de semana inteiro dentro de casa só porque a livia viajou?
Sentei do outro lado do sofá, abrindo minha própria cerveja. — Ah Livia disse que ele prometeu levá-la numa boate dentro de uma gruta, alguma coisa assim. Eu não preparei nada, nem planejei .
Lari gargalhou, batendo a lata na mesinha. — Caralho, Bernardo, você é um caso perdido! Só você mesmo pra ficar em casa depois de receber um vale night. — Ela balançou a cabeça, ainda rindo, e pegou o celular pra me mostrar uma foto antiga no Instagram. — Olha só, lembra dessa? A gente na festa da faculdade, você tentando dançar funk com a Lívia e caindo na piscina.
Eu ri alto, a memória voltando com tudo. — Meu Deus, eu tava bêbado pra caralho. E você e a Lívia ficaram zoando o resto da noite, me chamando de “o cara da piscina”. — Peguei outra cerveja, abrindo com um gesto rápido. — Bons tempos, hein?
— Demais — ela disse, os olhos brilhando com a nostalgia. — A gente era louco. Lembra daquela vez que a Lívia convenceu todo mundo a pular o muro do campus pra pegar cerveja no bar do outro lado? — Ela riu, inclinando-se pra frente. — Eu quase fui pega pelo segurança, mas valeu cada segundo.
A conversa fluiu fácil, como se o tempo não tivesse passado. Falamos das festas épicas, das brigas idiotas que sempre acabavam em abraços, das noites que varavam a madrugada. O que era pra ser uma cerveja virou duas, depois três, e quando percebi, já estávamos rodeados por dez latas vazias espalhadas pela mesinha e pelo chão. O relógio marcava quase meia-noite, mas nenhum de nós parecia com pressa de encerrar a noite.
Lari estava com as pernas dobradas no sofá, a blusa escorregando mais um pouco no ombro, revelando a pele bronzeada. Ela pegou outra cerveja, o movimento fazendo os cachos balançarem. — Sabe, eu sempre achei você e a Lívia o casal mais foda da turma. Vocês tinham uma energia que puxava todo mundo junto. — Ela deu um gole, me olhando com um sorriso meio torto. — Ainda têm, pelo visto.
— Acho que sim — respondi, recostando-me no sofá, a cabeça leve com o álcool. — A Lívia é o fogo, eu sou… sei lá, o cara que tenta não se queimar demais. — Ri, e ela riu junto, o som ecoando na sala silenciosa.
— E eu aqui, tentando acompanhar vocês — ela disse, brincando com a lata na mão. — Mas sério, Bernardo, você tá tranquilo mesmo com ela lá com o Ruan? Não rola aquela vontade de… sei lá, fazer algo pra passar o tempo enquanto ela tá fora?
Eu levantei uma sobrancelha, sentindo um leve calor subir pelo pescoço. — Tipo o quê? Chamar você pra tomar cerveja já tá sendo um bom plano, não acha?
Ela riu, inclinando a cabeça pra trás. — É, até que tá. Mas se eu ficar mais um pouco, vou acabar dormindo aqui. Essas cervejas tão me derrubando. — Ela bocejou, mas o olhar que me deu logo depois tinha um brilho que não era só cansaço.
— Fica à vontade — respondi, o tom saindo mais descontraído do que eu pretendia. — O sofá é seu, ou tem o quarto de hóspedes se você quiser algo mais confortável.
Lari sorriu, pegando outra lata como se aceitasse o desafio implícito. — Vamos ver como a noite termina, então. Ainda tem cerveja na geladeira?
Eu ri, levantando-me pra buscar mais. — Sempre tem. A noite tá só começando, Lari.