Caminho sem volta



Era uma quarta-feira como qualquer outra — pra todo mundo, menos pra mim.

Disse ao meu marido que ia pro curso de inglês, com a mesma tranquilidade com que se diz que vai ao mercado. Mas por dentro… meu corpo já estava em outro lugar.
Na verdade, ele já estava com ele.

Peguei o carro e fui.
São Paulo viva, caótica, congestionada. Faróis vermelhos, buzinas, motos rente ao retrovisor, e aquele trânsito que parece que nunca anda. Mas meu sangue corria.
A cada parada, a tensão entre as pernas crescia.
A cada semáforo, eu lembrava do toque dele.

Cheguei.
Ele me recebeu com aquela mistura de indiferença e desejo — como se estivesse me esperando, mas sem pressa.
Dividimos uma cerveja, um cigarro. O ritual da falsa normalidade.
Mas o ar… já estava impregnado do que viria.

Fui até o quarto.
Tirei o vestido com a calma de quem sabe o que quer.
Fiquei nua.
Deitei de bruços, mostrando a pele, o desenho, e disse com um sorriso provocante:
— Olha a tatuagem que eu fiz pra você…

Ele deitou sobre mim.
Sem pedir, sem perguntar.
Penetrou devagar, com o peso de quem sabe que tem poder.
E sussurrou:
— O que você quer? Fazer Amorzinho…?!

Não respondi.
Porque ali, naquela cama, palavras não tinham mais valor.

Ele me fodia com um ritmo instintivo — lento, depois rápido, depois lento de novo. Como se estivesse conversando com meu corpo.
E de repente, parou.
Me virou.
O olhar mudou.

Vieram as algemas.
Uma perna em cada canto da cama.
Os pulsos presos.
Os olhos vendados.

Agora eu era dele.
E só dele.

A vela quente caiu sobre minha pele, marcando cada curva com dor e prazer.
O chicote veio depois, como um aviso:
“Você não manda mais aqui.”

E ele disse:
— Você é minha puta. Minha cadela. Hoje eu vou te usar.
E eu, gemendo, submissa, disse o que ele já sabia:
— Você sabe que sou sua escrava…

Ele me penetrou com um pênis de silicone molhado, enquanto vibrava meu clitóris com um vibrador de clitóris, com uma precisão quase cruel.
Eu tremia.
Ofegava.
Suplicava sem falar.
E quando ele desceu com a boca entre minhas pernas, eu pedi:
— Para… se não eu vou gozar…

Mas ele não parou.
E então, ele me penetrou.
Com o corpo.
Com a presença.
Com a força de quem sabe exatamente o que está fazendo.

Vendada, amarrada, entregue… eu gozei.
E ele junto.
Como se o mundo tivesse deixado de existir por alguns segundos.
E só restássemos nós dois — suados, intensos, vivos.

Depois, o silêncio.
Ele tirou minha venda com delicadeza.
Me beijou devagar.
E me olhou. Por tempo demais.
Tempo suficiente pra saber que não era só físico.

Me soltou.
Fui pra sala.
Mais uma cerveja.
Mais um cigarro.
O tempo passou sem pressa — até o relógio avisar: quase dez da noite.

Me vesti.
Entrei no carro.
Enfrentei o mesmo trânsito — agora diferente.
Porque algo em mim tinha ficado lá.

E ele?
Foi encontrar a mulher dele.

Mas eu sei.

Nenhuma mulher o toca como eu.
Nenhuma voz desarma como a minha.
Mesmo que a cama fosse dele… a entrega era minha.
E ele? Ele era meu. Por inteiro. Mesmo que só por algumas horas.


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook

Comentários


foto perfil usuario casalbisexpa

casalbisexpa Comentou em 21/03/2025

delicia demais .. só faltou as fotos




Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


231615 - Caminho sem volta - Categoria: Sadomasoquismo - Votos: 2
230681 - Calor proibido - Categoria: Fetiches - Votos: 2

Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico melkat32yahoocom

Nome do conto:
Caminho sem volta

Codigo do conto:
231622

Categoria:
Sadomasoquismo

Data da Publicação:
21/03/2025

Quant.de Votos:
0

Quant.de Fotos:
0