Desejos e Sussuros



Numa manhã de domingo, acordo com o sol batendo no meu rosto, que adentrou o quarto através de uma pequena fresta da janela. Notei algo: eu não sentia o calor do corpo e das mãos de Gustavo me aquecendo do bafo gélido do ar-condicionado.

Havíamos dormindo abraçados, como sempre fazíamos depois de um transarmos - mesmo sendo apenas amigos com benefícios - e passamos a noite imersos nos braços um do outro. Porém, cadê ele?
Me sento na cama com os olhos serrados por conta da claridade. Olhei para os lados, Gustavo não estava ali, mas sim um bilhete.

"Bom dia! Não queria te acordar. Fui para cidade, vou demorar".

Pego o celular que já marcava 10:50. Depois da noite anterior, realmente precisava de um descanso, então me dei o luxo. Pulei da cama e fui direto para o banheiro, principalmente por conta do esperma seco que estava nas coxas. Após o banho, vesti minhas roupas e fui para o corredor, onde o cheiro de café invadiu minhas narinas e bagunçou um pouco meu cérebro.

Retomei os sentidos e fui caminhando pelo corredor, passando pela recepção onde um homem estava sentado atrás do balcão. Dei bom dia e prossegui, adentrando outro corredor com mais quarto e, no final, havia uma pequena sala com algumas mesas, fonte do aroma do café. Ao lado do balcão estava a mulher que nos atendeu ontem, que abriu um sorriso tímido no momento que me viu.

— Bom dia, você é a Carolliny, certo? — Dizia ela enxugando as mãos no avental que vestia e veio até mim — Me chamo Helena, muito prazer.

— Isso, muito prazer Helena, peço desculpas por ontem à noite, Gustavo e eu estávamos desesperados atrás de um lugar para ficar.

Agora com mais clareza, podia observar muito melhor o rosto de Helena, aparentava ser uma mulher de 25 anos, rosto jovial, pele macia, corpo escultural. Seu cabelo ruivo e liso era um show à parte, juntamente com as sardas que seu rostinho delicado ostentava. Seu corpo era violão, o quadril proporcional aos peitos, e seus peitos... um decote que me tirava o ar apenas por olhar, travava uma batalha incessante dentro de mim enquanto conversava com ela, olhar em seus olhos, e não para seus enormes melões tão descaradamente. Aproveitando o nome dela, eu mais parecia com Páris sendo tomado pela luxúria e paixão.

Pode se sentar, por favor, temos chá, café, torradas, sinta-se em casa — Disse Helena balançando seus braços, logo virou as costas e voltou aos seus afazeres, mas logo se virou de novo como alguém que esquece de mencionar algo — Ah, sobre o pagamento, seu namorado já acertou conosco.

Namorado.

Não é a primeira vez que alguém pensa que eu e Gu somos namorados - talvez seja nossa culpa por sermos tão próximos e não termos medo de demonstrar afeto um para o outro. Agora ela se virou e voltou realmente a fazer o que estava fazendo anteriormente. Fiquei a observando por alguns momentos. Após isso, fui a uma pequena mesa no canto onde havia as comidas, peguei um prato e separei umas porções para o desjejum, junto com um copo cheio de café. Me sentei em uma das mesas, um pouco afastado próximo à parede.

— Ah, quase me esqueço, me perdoe pelo quarto bagunçado em que deixei vocês, a porta está com problemas há uma semana, mas era o único que tinha vago — Disse ela aos berros, mas sem virar para trás.

— Não tem problema, me contento em só ter uma cama para dormir — Respondi enquanto terminava de mastigar uma torrada.

Ela se silenciou, peguei meu celular e fiquei mexendo um pouco. Terminei meu café e fiquei sentada ali por mais alguns minutos, meia hora para ser exata. Até que Helena se aproxima novamente.

— Posso me sentar com você? Preciso debater algo importante — Dizia ela com uma das mãos já puxando uma cadeira e se sentando.

— Claro, fique à vontade.

— Uhum — Apenas fiquei olhando para ela, mas já me vinha a cabeça o assunto em que ela queria chegar, poderia encurtar o assunto e falar diretamente sobre os gemidos para poupar o trabalho, mas queria ver quais palavras iriam sair de sua boca.

— Sobre ontem à noite, os barulhos vindos do seu quarto.

— Barulhos? Quais barulhos?

— Você sabe bem — Ela olhou para os lados, então pude perceber que ela corava — Seus gemidos, eu ouvi algo meio anormal no andar de vocês e fui investigar. Mais dois hóspedes também vieram reclamar sobre o casal de namorados salientes e apaixonados não os deixando dormir.

— Ele não é meu namorado.

— Mas vocês estavam...

— Você viu Gustavo e eu transando, não é? — Dizia com um sorriso malicioso, nem disfarçando minhas intenções — Eu percebi que tinha alguém nos espionando.

— Eu... eu fui apenas ver o que estava acontecendo — Helena gaguejava, deixando seu rosto mais vermelho que antes.

— E acabou se deparando com algo bem interessante, não é? — Me aproximei dela, para sussurrar em seus ouvidos — Sabe por que estava gemendo tão alto?

— Por quê? — Os lábios de Helena tremeram, seu olhar cruzou o meu, minha vontade de beijá-la chegava ao incontrolável.

— Pensando em como seria te chupar até você gozar na minha boca — Então toquei os braços de Helena com a ponta dos dedos e percebi que estava tremendo, arrepiada.

Medo? Tesão? Não saberia dizer, ela só ficou sem reação.

Helena não disse mais nada, abaixou seu olhar, tímida. Talvez apenas sua língua travou, ou realmente não tinha mais o que falar, mas ela ficou ali, sentada na minha frente. Até que cedi a tentação. Levantei sua cabeça com a ponta dos dedos em seu queixo, fechei os olhos e então nossos lábios se encontraram. Helena suspirou fundo. Minha mão deslizou até sua nuca, apertando levemente seu cabelo enquanto a puxava contra mim, tornando nosso beijo mais intenso. Mas infelizmente, Helena se esquivou, se livrando das minhas correntes.

MERDA!

— Melhor não confundirmos as coisas — Helena se levantou, sem olhar em meu rosto — Venha, vou te mostrar seu quarto novo, alguns hóspedes deixaram a pousada hoje de manhã.

Uma raiva incandescente me tomou. Frustrada por não conseguir o que queria, mas logo me recompus, com paciência iria conseguir o que tanto queria. Me levantei e a segui para um novo corredor, fomos até o final e entramos em um quarto a direita. Helena entrou e fui logo atrás dela.

— Você já pode pegar suas malas, já limpei o quarto e troquei os lençóis — Disse Helena se virando para mim e me olhando nos olhos — Quero te fazer uma pergunta.

— Ok — Dizia encarando-a, ela estava séria, provavelmente sairia alguma bronca dali.

— Você disse que aquele rapaz não é seu namorado, o que ele é seu então?

— Meu amigo.

— E amigos transam?

— Nem todos, mas Gustavo e eu sim, digamos que... —Me sentei na cama, olhando para cima pensando em uma palavra que me fugia a cabeça — Amigos com benefícios! Quando queremos transar, nós transamos. Nada de amor, paixão, apenas sexo. Apesar de que nós dois gostamos muito da companhia um do outro.

Helena parecia confusa, estava estampado em seu rosto. Até que me decidi levantar e encará-la.

— Quantas vezes você já quis transar e não tinha ninguém disponível? Ou tinha, mas você não queria manter laços de romance e toda essa baboseira? — Dei passos lentos até a porta, passando por ela.

— Isso não te diz respeito.

— Que chatice... com certeza você deve ser uma pessoa apegada a taboos — Então discretamente me viro para Mia novamente, trancando a porta de forma discreta.

— Quais são suas intenções comigo? Para início de conversa — Disse Helena ainda de costas para mim.

Me aproximei dela por trás, convenientemente, havia alguns espelhos na parede, guiei seus ombros até ela ficar de frente com esses espelhos.

— Olha o espetáculo de mulher que você é, minhas intenções não são óbvias?

Deslizei minhas mãos pelo seu quadril, acariciando seu abdômen. Posteriormente subindo as mãos para cima até chegar em seus peitos. A diferença da nossa altura era um pouco gritante. Eu era mais alta, Helena era baixinha. Era clara a minha dominância sobre ela.

— Você nunca se sentiu tão desejada assim, não é? Passa tanto tempo trabalhando que mal tem tempo para se divertir. Acertei? — Disse jogando seu cabelo ruivo para o lado, logo depositando um beijo em seu pescoço, a qual senti seu corpo estremecer de novo.

— Você não vai me fazer ceder... — Helena suspirou, fechando os olhos ao sentir minhas mãos e carícias.

— Você já cedeu, só não quer aceitar — Suspirei em seu ouvido, dando uma leve lambida e depois mordendo — Só preciso que você fale.

— Eu quero...

— Quer o quê?

— Quero você...

Meus joguinhos mentais funcionaram. Apertei com força seus peitos, desabotoei sua camisa enquanto beijava e mordia seu pescoço. Com pressa, tirei toda a roupa dela e pude deslumbrar pela primeira vez, seus peitos enormes e saborosos. A virei de frente para mim, beijando seus lábios. Ela retribuía sem pudor, podia sentir o fogo do tesão enraizado e reprimido dentro de Helena. Nossas línguas se entrelaçavam e dançavam nas nossas bocas, deslizei para baixo até chegar em seus peitos. Dei longos beijos e lambidas em ambos, logo depois, lambendo os bicos enrijecidos. Mordi e chupei, fazendo barulhos pervertidos enquanto sugava. Seus peitos eram pesados, cheirosos e saborosos. Mal podia me conter. Então dei uma pausa e prestei atenção em seu corpo. Esbelto, com tudo em cima, voltei a beijá-la após uma pequena apreciação, agora estava na hora de degustar a parte mais importante.

A agarrei novamente, beijando sua boca, a guiei para o centro da cama, deitando-a sobre o lençol branco. Me posicionei ao seu lado, fui passeando pela sua coxa com as pontas dos dedos, chegando perto do meio das suas pernas. Helena estava ofegante, ambiciosa por gozo. Abri suas pernas revelando sua intimidade com os pelos aparados, coletei um pouco de saliva com os dedos e toquei sua intimidade. Helena estremeceu novamente, a acalmei, beijando-a.
Comecei a fazer movimentos circulares por toda a extensão. Os lábios de sua buceta eram grandes, carnudos, podia senti-los me convidando a chupar. Mas antes... enfiei o dedo indicador em sua buceta, podia senti-la com toda sua elasticidade me apertando e depois afrouxando pouco a pouco. Provavelmente, há tempos não recebia estímulos ali. Iniciei os movimentos para frente e para trás, enfiando e tirando.

Quando mais enfiava, mais melado ficava meu dedo. Tudo isso enquanto nossas bocas estavam coladas. Quis dar um passo para frente, enfiei o dedo do meio e o dedo anelar juntos, fazendo ela gemer um pouco mais alto, mas abafado por conta do nosso beijo. Enfiei os dois dedos inteiros e então comecei a fazer pressão no clitóris. Foi então que nossas bocas se desgrudaram, sedentas por ar.

Helena não fazia mais questão de abafar seus gemidos, então entrelacei meu braço pelo seu pescoço e tapei sua boca para os gemidos ficarem mais baixos e não chamarem atenção. Comecei a masturbar com mais intensidade. Seu mel escorria como uma cachoeira melando toda minha mão. Não demorou muito e a putinha gozava com os meus estímulos.

Se contorceu.

Gemeu.

O gozo era tão intenso que a coitadinha mal conseguia se controlar. Vi seus olhos rolarem para trás no auge do prazer, enquanto ela gemia por baixo da minha mão sobre sua boca. Por fim, ela desfaleceu em meus braços. Fiz a vadia gozar na minha mão e ainda perder os sentidos. Ficamos alguns minutos abraçadas. Orgulhosa, acariciei seu cabelo ruivo e mantive sua cabeça em meu peito. Sua respiração foi se estabilizando, parecia recuperar suas forças, então se pôs sentada na cama.

Nunca gozei desse jeito — Dizia Helena, satisfeita e descabelada.

Me aproximei, tocando os dedos em seu rosto, lhe dando mais um beijo, que foi muito bem recebido. Então, nossas bocas desgrudaram-se.
Olhei para os lados e avistei a porta do banheiro. Fui até lá para me limpar. Liguei o chuveiro e aproveitei a água morna. Logo Helena aparece no banheiro também, se juntando a mim. Não dizemos uma palavra. Ao invés disso, ensaboamos o corpo uma da outra. Pude apreciar seus peitos de uma outra perspectiva. Mas logo engatamos novamente numa pegação gostosa e quente. Nos enxaguamos e enxugamos, voltando para o nosso ninho do sexo. Helena estava aparentemente cansada, mal se mexia, parecendo estar em sono profundo. Peguei o cobertor ao lado e a cobri. Aproveitei para me vestir e transportar as malas para o novo quarto, fazendo o mínimo de barulho para não acordá-la. Me deitei ao lado dela novamente. Queria apenas ficar deitada ao lado dela. Mia então vira de lado e me abraça, parecia ainda estar dormindo e acordada ao mesmo tempo, com os olhos semiabertos. Olhei para os olhos delas e vi uma nova mulher. Sem inseguranças com o próprio corpo.

Foto 1 do Conto erotico: Desejos e Sussuros


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Comentários


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mergulhadorrj Comentou em 02/04/2025

Adoramos! Fiquei toda molhada!

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sexgrafia Comentou em 02/04/2025

Tive que dar uma pausinha pra não gozar!




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Ficha do conto

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carollliny

Nome do conto:
Desejos e Sussuros

Codigo do conto:
232411

Categoria:
Lésbicas

Data da Publicação:
02/04/2025

Quant.de Votos:
6

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