Nota do Autor
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Garoto Eu Odeio Amar Você! foi o meu primeiro grande sucesso autoral, nascido no calor das comunidades do Orkut, crescido em fóruns vibrantes e amadurecido no Wattpad. Agora, dez anos depois, decidi reescrever esta história que marcou não só a minha trajetória como escritor, mas também a de muitos leitores que embarcaram nesse turbilhão de emoções e conflitos.
Nesta nova edição, prometo manter a essência que cativou tantos corações, mas com ajustes que tornem os personagens e suas escolhas ainda mais intensos, os conflitos mais profundos e as emoções mais à flor da pele. Quem leu a versão original encontrará ecos familiares, mas com surpresas e reviravoltas inéditas. E para quem está conhecendo a história agora, prepare-se para uma montanha-russa de sentimentos.
Quero aproveitar para deixar um pedido: se, em algum momento, você sentir raiva do Lucas ou do Luke — e acredite, isso vai acontecer —, não desista da história. Algumas pessoas fizeram isso no passado, mas desta vez espero que você vá até o fim. Afinal, é nessa jornada, com todas as suas imperfeições, que reside a beleza de Garoto Eu Odeio Amar Você!
Ao longo desses dez anos, vivi, aprendi e cresci como escritor e como pessoa. Estou trazendo para esta nova edição toda a bagagem que acumulei, e espero que você caro leitor se sinta tão envolvido quanto eu me senti ao dar vida a esta história pela primeira vez.
Prepare-se para rir, chorar, odiar e amar. Porque, no fundo, é isso que torna a experiência de viver — e de ler — tão fascinante.
Boa leitura!
Com carinho,
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[Lucas]
Prólogo
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Meu nome é Lucas Maia, e estou prestes a contar a minha história. Uma história que, modéstia à parte, é cheia de reviravoltas, intensidade e emoções que talvez te façam rir, chorar e, quem sabe, até me odiar em alguns momentos. Mas, para você entender como tudo começou, preciso te levar de volta no tempo, para o início de um ano que mudaria tudo.
O ano era 2015, e seria meu primeiro dia no segundo ano do ensino médio. Eu tinha 1,78 de altura, cabelos escuros que caíam até os ombros e um sorriso que, dizem, era cativante — modéstia à parte, de novo. Sou moreno, e meu corpo é todo trincado, bem, digamos que o vôlei e a academia ajudam a mantê-lo em forma. Sim, esse é mais um conto gay, onde temos personagens “padrões”, com belezas inalcançáveis, iguais as Angels da Victoria Secret, afinal de contas é um belo de um clichê, porém não tão clichê assim.
Eu jogava vôlei pelo meu colégio, e graças ao meu desempenho no time, consegui uma bolsa de estudos integral. Isso me rendeu um aumento generoso na mesada, algo que meus pais podiam proporcionar sem dificuldades. Minha mãe é uma arquiteta renomada, e meu pai, contador, comanda um dos escritórios mais prestigiados da nossa cidade. Por isso, não era nenhuma surpresa que eu estudasse no melhor colégio particular da região, onde a mensalidade gira em torno de três mil reais por aluno.
Minha família era confortável, estável, ao menos na aparência. Eu tinha um irmão mais novo, que estava no sétimo ano e parecia viver em um mundo totalmente diferente do meu. Mas, na verdade, o meu mundo também estava prestes a virar de cabeça para baixo, mesmo que eu ainda não soubesse disso.
Pronto, acho que agora vocês já sabem o básico sobre mim e sobre a minha família para entenderem o contexto. Mas vamos ao que realmente importa: onde tudo começou. Era o primeiro dia de aula, e eu estava animado para rever meus amigos e, claro, minha namorada. Sim, eu namorava uma garota — Camille.
Camille era o tipo de garota que não passava despercebida. Com seus cabelos ruivos cacheados, olhos cor de mel e um carisma natural, ela era uma das meninas mais bonitas do colégio. Eu, por minha vez, era considerado um dos garotos mais populares e bonito. Parece clichê, eu sei. Mas a nossa história tinha seu charme. A gente já ficava desde a oitava série, mas foi no seu aniversário de debutante que tudo se tornou oficial. Durante sua festa pedi permissão ao pai dela e a pedi em namoro. Desde então, passávamos quase todos os finais de semana juntos, ora na minha casa, ora na dela.
Mas, por mais importante que Camille tenha sido, essa história não é sobre ela.
Além de Camille, outro motivo para minha animação era reencontrar meu melhor amigo, Carlos. Ele e eu éramos inseparáveis desde a terceira série. Ele foi meu parceiro nas primeiras aventuras da vida: meu primeiro porre foi com ele, e nossa amizade era tão forte que compartilhamos muitos momentos marcantes, inclusive meu primeiro sexo gay foi com ele, sim aposto que você chegou nesse texto, porque espera um lindo romance de gay, com muita putaria, e sim você está no lugar certo, mas vou te adiantar que essa história também não é sobre o Carlos, essa história é sobre outra pessoa, um garoto. O garoto que, para mim, era o mais bonito do mundo. O garoto que mudou tudo. O garoto que eu amei odiar e odiei amar.
Eu odiava o jeito que ele me olhava.
Eu odiava o jeito que ele sorria.
Eu odiava o jeito que ele mexia comigo.
Eu odiava o jeito que ele me fazia sentir.
Eu odiava amar aquele menino, eu me odiava por amar o Luke como nunca amei ninguém.
Mas calma. Não vamos pular etapas. Esse é apenas o começo.
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CAP. ~ 01
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02 de fevereiro de 2015
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Era uma segunda-feira, e as aulas finalmente haviam voltado. Depois de um verão intenso, cheio de sol, ondas e dias inesquecíveis com meus primos, era hora de retomar a rotina: estudos e treinos de vôlei. O primeiro dia de aula sempre tinha aquela mistura de ansiedade e expectativa, com a agitação típica e o medo de ser separado dos amigos nas novas divisões de turma. Para completar, havia os novatos, que todo ano preenchiam as salas, especialmente no meu colégio, um dos mais renomados da cidade. Com os melhores professores, aulas de ponta e um índice altíssimo de aprovação no Enem, era o sonho de consumo de muitos estudantes.
Quando cheguei e procurei meu nome na lista de turmas, vi que estava na sala 2B. Meu coração deu um salto de alívio ao ver que o Carlos, meu melhor amigo, estava comigo. No entanto, Camille, minha namorada, não estava na mesma turma. Isso me deixou um pouco desapontado... só um pouco.
Assim que me aproximei do corredor onde ficava minha nova sala, encontrei Camille. Troquei um beijo com ela, mas percebi que ela ficou visivelmente chateada com a ideia de passarmos o ano “separados”. Confesso que, lá no fundo, eu não achei tão ruim. A verdade? A ideia de estar em uma sala sem Camille significava liberdade. Podia flertar com outras meninas sem precisar me preocupar em ser flagrado. Sim, eu era esse tipo de cara: o pegador, o “macho alfa” do colegial, como todo um bom clichê.
Ao entrar na sala, fui recebido com alegria por alguns amigos, e lá estava Carlos, já sentado em seu lugar. Ele era loiro, de olhos azuis, tinha 1,74m de altura, um físico definido graças aos treinos e pernas fortes. Para completar, ele já ostentava uma barba rala que lhe dava um ar maduro. Carlos fazia tanto sucesso quanto eu, e éramos inseparáveis. Unha e carne. E, claro, cúmplices de muitas coisas que preferíamos manter entre nós.
Enquanto a sala começava a encher, com os novatos entrando aos poucos, e os amigos colocando o papo em dia, o professor chegou. Ele nos cumprimentou com um "bom dia" firme e pediu que todos se apresentassem. Era uma tradição do primeiro dia, mas eu nunca ligava muito para essas apresentações... até aquele momento.
Foi então que ouvi uma voz diferente, uma que me chamou atenção de imediato. Uma voz firme, mas carregada de algo que eu não conseguia identificar.
"Meu nome é Luke."
E ali, naquele instante, começou tudo. O garoto que eu iria odiar — ou melhor, acreditar que odiava — acabara de entrar na minha vida.
— Olá, me chamo Luke. Sou bolsista e venho de escola pública.
Naquele momento, Luke não fazia ideia, mas suas palavras eram o início do que eu só poderia descrever como o fim da sua vida social na nossa sala. A maioria dos meus colegas — e eu mesmo, se fosse honesto — éramos um grupo de adolescentes ricos, esnobes e sempre prontos para encontrar alguém que servisse de alvo. E Luke, com seu jeito desajeitado, óculos de lentes grossas, cabelo preto mal cortado e roupas simples, parecia ter se encaixado perfeitamente nesse papel.
Não demorou muito para que as piadas começassem. As pessoas ignoravam Luke, zombavam dele e até o provocavam diretamente. Era uma verdadeira fábrica de bullying. Passavam pela sua mesa e derrubavam suas coisas. Faziam comentários cruéis. E, para ser sincero, a maior parte disso era encabeçada pelo Carlos.
Eu nunca fiz nada diretamente, mas isso não me exime de culpa. Eu ria. Eu assistia. E Luke percebia. Ele via meu olhar e ouvia minhas risadas abafadas enquanto tentava recolher os cacos da dignidade que lhe restavam. Sempre que nossos olhares se cruzavam, ele fechava a cara, e não demorou muito para que ele começasse a se isolar.
Em apenas duas semanas, Luke já era praticamente invisível para quase todos, exceto por alguns nerds que ainda conversavam com ele. Ele era um garoto solitário, e eu o via assim. Mas havia algo nele que me intrigava. Talvez fosse pena, ou talvez fosse uma curiosidade que eu não conseguia explicar. Algo nele me fazia pensar, mas na época, eu não dava a mínima. Afinal, com a idade que eu tinha, a gente não se importa com sentimentos ou tenta entendê-los.
Um mês depois do início das aulas, minha rotina já estava bem estabelecida. Eu tinha aulas de segunda a sexta de manhã. À tarde, treinava vôlei às segundas, quartas e sextas, e fazia inglês nas terças e quintas. À noite, ia para a academia diariamente — afinal, eu precisava manter meu corpo no padrão. E nos sábados, participava do grupo da igreja. Era uma rotina cheia, mas eu sempre encontrava tempo para bagunçar, arranjar confusão ou me divertir de maneiras que minha namorada Camille não precisava saber.
Foi nesse contexto que aconteceu meu primeiro contato direto com Luke. E, claro, não poderia ser nada menos clichê.
Estava saindo do banheiro, distraído no celular, trocando mensagens com Camille. Não prestei atenção e...
Puff!
Esbarrei em alguém, e os livros que ele carregava caíram no chão.
Quando olhei para cima, lá estava ele. Luke.
— Eita, me desculpa, não te vi. — Falei apressado, me abaixando para ajudá-lo a recolher os livros espalhados pelo chão.
Luke me olhou com um misto de irritação e cansaço, e, enquanto pegava um dos livros, soltou:
— Cara, estou de saco cheio de você e do seu grupinho me perseguirem.
Aquelas palavras me pegaram de surpresa. Não era como se eu não esperasse alguma reação dele, mas ouvir aquilo diretamente, com tanto peso, me deixou sem graça.
— Juro que não fiz por mal. Eu estava distraído no celular e... não te vi.
Luke bufou, claramente sem paciência. Pegou o último livro com um movimento rápido, me encarou por um segundo e, com um tom seco, disparou:
— Some da minha frente.
E entrou no banheiro sem olhar para trás.
Fiquei ali, parado no meio do corredor, segurando o ar. A frase dele ecoava na minha cabeça. A irritação nos olhos dele. O cansaço em sua voz. De alguma forma, aquilo me atingiu. Não sei dizer se foi arrependimento, culpa ou algo mais profundo, mas naquele instante, eu senti algo que não sabia como processar.
Naquela época, eu era apenas um adolescente perdido em meus próprios excessos, incapaz de entender emoções mais complexas. Hoje, consigo ver com clareza o que aquele momento significava. Foi o primeiro impacto. O primeiro olhar. O primeiro contato com o que se tornaria o maior amor da minha vida.
Amor à primeira vista? Talvez. Amor ao primeiro toque? Sem dúvida.
Mas naquele momento, tudo que eu conseguia fazer era ficar parado ali, tentando entender por que aquele esbarrão parecia mais importante do que qualquer coisa que eu já havia vivido.
Naquele dia, o treino de vôlei tinha sido puxado. Nosso técnico estava determinado a nos preparar para um campeonato que aconteceria em abril, então ele pegou pesado nos exercícios e na estratégia. Quando acabou, eu estava completamente exausto, mas com aquela sensação boa de missão cumprida. Como de costume, pensei se iria direto para casa ou se aproveitaria para passar na academia. Decidi que iria tomar um banho no vestiário primeiro.
O vestiário estava cheio de risadas e conversas animadas, como sempre. Era ali que os jogadores relaxavam, e a descontração às vezes ultrapassava os limites, especialmente com o Carlos no meio. Carlos era o tipo de cara que transformava qualquer situação em motivo de piada. Ele tinha um humor sarcástico e aquela energia que fazia todo mundo rir, mesmo quando não queria.
— E aí, Lucas! Vai treinar mais ou já tá se achando o bonitão do time? — Carlos disse, jogando uma toalha na minha direção.
— Eu que sou o bonitão do time, né? Você só tá aqui pra ser meu escudeiro! — retruquei com um sorriso, jogando a toalha de volta.
Carlos riu e começou a fazer uma sequência de flexões exageradas no chão, enquanto dizia:
— Tô ficando tão forte que vou começar a roubar os holofotes pra mim. Camille vai preferir a mim do que a você.
— Até parece — respondi, rindo. — Você não faz o tipo dela.
Ele parou, sentou no chão e, com um sorriso provocador, disse:
— Ah, mas faço o seu tipo, não faço?
Carlos sempre brincava com isso, jogando essas frases no ar. Ninguém além de nós dois sabia do que ele estava falando, mas eu sentia aquele calor subir no rosto toda vez.
Eu não era do tipo que se deixava abalar facilmente, mas as provocações de Carlos tinham um jeito diferente de mexer comigo. Lembrei de como tudo começou entre nós, das vezes que essas brincadeiras ultrapassaram a linha do inocente e viraram algo mais. Foi no fim de um treino, como esse, que aconteceu pela primeira vez.
No ano passado, quando estávamos no primeiro ano, tivemos um treino exaustivo. No fim do dia, Carlos me convidou para passar o final de semana na casa dele. Seus pais estavam viajando, e isso significava liberdade total. A ideia era chamar outros amigos para jogar videogame e conversar, mas, no fim, ficamos só nós dois.
Desde a sétima série, tínhamos começado a experimentar bebidas escondido. Era o tipo de coisa que fazíamos juntos, quase como uma forma de compartilhar um segredo. Não que fosse algo constante, mas sempre parecia uma aventura.
Quando chegamos à casa dele, subimos direto para o quarto. Carlos, como sempre, era completamente à vontade. Ele tirou a roupa na minha frente, e foi tomar banho, me chamando para fazer o mesmo. Era algo natural entre a gente, como se fosse parte da rotina. Tomamos banho rapidamente e, depois, colocamos shorts confortáveis. Sentamos no chão do quarto com uma garrafa de bebida que ele havia pegado, e começamos a conversar.
Depois de um tempo, a bebida foi soltando nossas línguas. Estávamos rindo de alguma história boba quando Carlos parou, olhou para mim e disse:
— Preciso te contar uma coisa...
Eu franzi a testa, curioso.
— O que foi?
Ele respirou fundo antes de continuar.
— Esses dias... eu fiquei com meu primo mais velho.
A revelação me pegou de surpresa, mas tentei não demonstrar muito.
— Sério? — perguntei, tentando parecer casual.
Carlos deu um sorriso de canto e disse:
— É... foi meio esquisito no começo, mas... diferente. Sei lá, acho que gostei.
Eu ri, meio nervoso, sem saber o que responder.
— Tá brincando, né?
— Não tô, não. E você? Nunca ficou curioso?
Hesitei. A bebida fazia com que eu fosse mais honesto do que deveria.
— Talvez... já pensei nisso, mas nunca fiz nada, sabe?
Carlos se aproximou um pouco mais, com aquele sorriso provocador que sempre tinha.
— Então, por que não descobrir?
Ele ficou ali, esperando minha reação. Por um momento, tudo ficou em silêncio. O mundo parecia ter parado, e eu não sabia o que fazer. Foi só quando ele colocou a mão no meu ombro, num gesto hesitante, que percebi que algo dentro de mim estava curioso, confuso, mas também intrigado.
Não houve pressa ou pressão, apenas um momento entre dois amigos descobrindo algo novo. Então ele me puxou para um beijo, nossas línguas se tocaram, e o beijo começou a acontecer de uma forma natural, logo eu estava deitado no chão e o Carlos sobre mim, nossas bocas não se desgrudavam, suas mãos exploraram meu corpo, e as minhas o corpo dele, já sentia o seu pau completamente duro, afinal o short que estávamos era fino, e o meu estava completamente duro, a medida que o beijo ia ficando mais intenso, o Carlos pressionava ainda mais o seu corpo no meu, ate que ele parou o beijo, me olhou com um olhar safado, e arrancou meu short, ele segurou meu pau e olhou para mim, e então começou a chupa-lo, aquela era a primeira vez que alguém me chupava, e era uma sensação maravilhosa, sentir a boca úmida do Carlos, a língua, a sucção, tudo era novo para mim, e eu gemia de prazer, dizendo que era tudo muito bom, não demorou e eu gozei rapidamente, afinal era a minha primeira vez, o Carlos engoliu tudo, e me disse que era normal, ele então ficou de pé e me puxou para ficar em pé, e me beijou novamente, e então ele tirou seu short revelando um pau, de uns 15cm e grosso ele disse chupa vai, falei que nunca tinha feito, e ele disse, tenta não passar os dentes, e chupa como um picolé, então me ajoelhei, e comecei a chupar, no inicio achei o gosto estranho, mas logo depois peguei o jeito, o Carlos fodia minha boca, e eu muitas vezes eu engasgava com a sua pica, não demorou e ele gozou na minha boca, mas não tive coragem de engolir e acabei cuspindo, ele me puxou e trocamos outro beijo.
Aquele final de semana foi, sem dúvida, marcante. Meus pais, como sempre, confiavam em mim. Para garantir que não houvesse questionamentos, inventei uma história sobre uma tia do Carlos estar na casa, e eles nem desconfiaram. Para mim, era perfeito: liberdade total para fazer o que quisesse.
Passei o tempo todo conversando com o Carlos. Ele era meu melhor amigo e, naquele momento, parecia que estávamos nos conhecendo de um jeito completamente novo. Ele me contou mais sobre a experiência com o primo, como tinha sido diferente e confuso ao mesmo tempo. Foi o tipo de conversa que abriu uma nova perspectiva na nossa amizade, transamos no sábado, comi o Carlos, e ele me comeu, estávamos nos descobrindo o sexo um com o outro, e claro a gente conversou sobre isso, e decidimos que a gente não era “gay” a gente era amigos que curtem uma boa brotheragem.
No domingo, ele resolveu apimentar as coisas. Carlos mandou mensagens para duas meninas que moravam no condomínio dele, Priscila e Karol. Elas eram dois years mais velhas do que a gente e, aparentemente, já tinham mais experiência. Assim que chegaram, o ambiente mudou completamente.
A gente começou a conversar na sala, em um clima descontraído. Não demorou muito para os risos se transformarem em olhares, e os olhares em algo mais. Eu estava nervoso, mas Carlos me incentivava o tempo todo, com aquela confiança que ele tinha de sobra. Ele começou a beijar a Karol, enquanto eu e Priscila nos aproximávamos. Era tudo novo para mim, e dava para perceber que ela notava minha hesitação.
Priscila foi gentil, e o Carlos, ao perceber meu nervosismo, até soltou uma brincadeira que me fez rir e relaxar um pouco. Ele sempre soube como me deixar à vontade. Aos poucos, as coisas foram acontecendo naturalmente, os beijos foram ficando quentes, e logo as roupas foram jogadas no chão da sala, eu beijava a Priscila, chupava seus peitos, ela passava a mão pelo meu corpo, e me chupou, só que era uma chupada completamente diferente da que o Carlos havia me dado, e ao lado, o Carlos e Karol, já estavam pelados, o Karol também chupava o Carlos, e a gente se olhava com um olhar de cúmplices. O Carlos se levantou e pegou algumas camisinhas, e então a coisa finalmente aconteceu, encapei meu pai e meti na buceta da Karol, foi um pouco desastroso a minha primeira vez, nada como eu tinha imaginado. Era desajeitado, confuso, mas, ao mesmo tempo, emocionante. Saber que meu melhor amigo estava ali ao meu lado, compartilhando aquele momento de descoberta, me fez sentir mais seguro. Era como se, de alguma forma, ele estivesse dizendo que estava tudo bem, que aquilo fazia parte de crescer.
Quando tudo terminou, ficamos rindo e conversando com as meninas como se nada de extraordinário tivesse acontecido. Aquele final de semana não foi apenas sobre descobrir coisas novas; foi sobre perceber o quanto a amizade com Carlos era importante para mim, mesmo que às vezes ele me levasse por caminhos que eu não tinha certeza de que deveria seguir.
No fundo, apesar de tudo, eu sabia que estava mudando. Aquele foi o início de uma jornada cheia de erros, descobertas e confusões — mas, acima de tudo, uma jornada que eu ainda estava tentando entender.