SERÁ QUE TUDO ESTÁ ESCRITO NAS ESTRELAS? Capítulo 32
A nossa ida para Belém estava marcada para o dia 31 de março, com o vôo saindo de Maceió às 9h da manhã e chegando a Belém, no Pará, por volta das 15h. Seria quase uma semana de festa antes do casamento. E aparentemente a família da Manú tinha dinheiro para bancar tudo aquilo. Passados uns três dias depois de embarcado a Fernanda pediu para que mudássemos a data de nossa ida para Belém, para irmos somente na sexta-feira. Ela alegou que, por causa da pandemia, a faculdade estava um caos e muitos professores haviam trocado aula por entrega de trabalho. E ela teria muitas atividades durante aquela semana. Falei para a Fernanda que tentaria a troca, junto à companhia aérea, o que consegui com grande facilidade. A atendente me passou a informação de que muitos passageiros estavam desistindo de viajar e o vôo estava com menos da metade dos assentos reservados. Efetivei a troca e então iríamos somente no dia três de abril, no mesmo horário do vôo anterior. Comuniquei a troca aos noivos e o Fábio lamentou, pois perderíamos a sua despedida de solteiro, que seria na quarta-feira e também ficaríamos sem ir em um passeio na a cidade de Soure, na ilha de Marajó, que estava programado para a quinta-feira. Eles me confirmaram que a família da Manú estava tendo que gastar muita saliva e usar muito da sua influência para manter a data do casamento. Faltando uns cinco dias para reembarcar novamente, o Fábio me confirmou novamente que haveria o casamento e que tentariam manter todos os eventos programados. Tranquilizei-o e confirmei que eu e a Fernanda estaríamos presentes. Nesse mesmo dia, fui acessar remotamente o computador de casa, para pegar uns dados referentes ao IPTU do nosso apartamento e vi que o hackeamento que eu havia feito no computador do Dr. Anderson estava on-line já há uma semana, ou seja, o computador estava ligado e a minha conexão com ele estava funcionando. Confesso que aquilo me deu um frio na barriga e fiquei o resto do dia pensando se acessava ou não o computador dele. Já no dia seguinte concluí que não teria paz interior se não olhasse o material que ele havia gravado com a Fernanda, isso se tivesse alguma coisa lá. E por mais que aquilo me doesse, acabei me conectando àquele computador. Fiz uma verificação na conexão e verifiquei que o endereço IP que estava no computador era do Canadá, mais especificamente de Vancouver. Ficou claro que o Anderson havia levado o computador para o Canadá (afinal era uma máquina muito nova e potente e estava ligada a um sistema de monitoramento top de linha. Era bem cedo e sabendo que o horário do Canadá é menor que o Brasil, imaginei que lá seria de madrugada. A primeira coisa que fiz foi verificar as câmeras em tempo real, verificando se havia alguém usando o computador ou próximo dele. De cara já vi que a casa era diferente e pela neve no exterior parecia mesmo que o local era frio. Deu para ver também que a casa estava no alto de uma colina e próxima ao mar. Como não tinha ninguém em casa, acessei o disco rígido que continham os arquivos das conquistas do Anderson. E estavam lá, vários arquivos com o nome da Fernanda. Olhei os primeiros e constatei que eram gravações dela em reuniões ou trabalhando. Parece que o cara estava realmente obcecado pela minha esposa. Pulei vários arquivos e fui logo para a gravação do dia 21 de dezembro, que segundo o diário e o que ela me contou, foi a primeira vez que eles transaram. O vídeo já estava editado e tinha mais de duas horas. Respirei fundo, tomei coragem e comecei a assistir. Começava com seis pessoas conversando alegremente, enquanto comiam e bebiam na varanda da mansão do Dr. Anderson. Entre eles estava o próprio Anderson, a Fernanda, uma outra moça que acredito que seja a secretária e mais dois homens. Os cortes das câmeras (eram três câmeras) estão sempre acompanhando a Fernanda. O áudio é péssimo, o microfone está longe e todos falam ao mesmo tempo, então praticamente tenho que ler os lábios para entender o que estão falando. Logo depois as pessoas se despedem e ficam na casa somente o Anderson e a Fernanda. Eles se sentam em umas das mesas redondas de ferro forjado e ficam conversando, bebendo e rindo. O papo era descontraído e dava para ver claramente que ele foi lentamente a seduzindo e embebedando, sem que ela percebesse. Então ela a chama para dançar. Ela ainda pensa um pouco, fala que está bêbada, mas acaba aceitando. Eles vão para a varanda, dançam coladinhos e no final da música o Dr. Anderson a agarra e começa a tentar beijá-la. Ela tenta resistir, vira o rosto para o lado e ele continua insistindo. Ele vai gradualmente quebrando a sua resistência, embora ela ainda protestasse. Mesmo praticamente entregue ela, reunindo as últimas forças, ela empurrou o Dr. Anderson e saiu cambaleando em direção ao gramado. Ele foi atrás e a alcançou próximo à mesa que estavam sentados há pouco. Segurou em seu braço direito e a virou. Ficaram de frente, ambos ofegantes. Fernanda disse: — Isso já passou dos limites! Me deixa ir embora. Ele a agarrou falando: — Hoje você vai ser minha, vou fazer você gozar muito! Colocou-a sentada no tampo da mesa e tentou beijá-la. Ela recusou, virando novamente o rosto para o lado. Ele passou a beijar seu pescoço e orelha e enquanto a segurava pela cintura com uma das mãos, a outra mão ele já deslizou para o meio das pernas da Fernanda. A Fernanda gemia, estava assustada e fazendo cara de dor. O sorriso dele era de vencedor. Ele estava saboreando cada segundo da situação. Ele a segurava firme e de forma rude, enquanto passava a explorar seu lindo corpo com as mãos, enquanto tentava beijá-la. Vejo a Fernanda protestando, já meio sem forças: — Para com isso... Não podemos... Eu sou casada... Ele responde: — Eu quero você! E sei que você me quer. Quero você desde a primeira vez que te vi. Com um puxão forte ele arrancou a calcinha da Fernanda, na mesma hora que conseguiu abocanhar um de seus seios. Logo ele envolveu aquele seio com uma das mãos e foi chupar o outro. Ele parecia um bezerro mamando nos belos peitos da Fernanda. A outra mão dele continuava no meio das pernas dela. Ele chupava seus seios conta tanta força que estava deixando marcas na pele alva da Fernanda. Quando ele voltou a beijar o seu pescoço, subindo a boca em direção ao rosto da Fernanda, ela acabou cedendo e os dois se beijaram na boca, de forma intensa e com volúpia. Então ele se afastou um pouco, a segurou pelo pescoço e olhou nos olhos dela. Dava para ser que a Fernanda estava ofegante e com a boca aberta. Foi aí que ele lhe deu uma palmada na cara. Não acredito que tenha sido para machucar. Foi algo mais psicológico, com que disciplinando e mostrando para ela quem é que estava no comando. Parece que deu certo, pois voltaram a se beijar com mais volúpia ainda. Ele abaixou as calças e a penetrou ali mesmo, enquanto ela estava sentada na mesa. E passou a fodê-la enquanto a beijava e ela gemia feito louca. — Eu vou foder muito a sua bocetinha... eu vou te arregaçar toda... — Me fode.... tá gostoso... aaaahhh!!! — Isso, aceita o seu lado vagabunda, deixe ele tomar conta de você. Vocês são todas umas vagabundas mesmo. Fala que você quer ser minha putinha! Fala... — Eu quero ser sua puta! — Pois eu vou te foder igual a uma puta mesmo! Sua cara de vitória era maior ainda e ele começou a meter com força na Fernanda, como se tivesse extravasando todo o seu tesão acumulado. E ficou fodendo até que gozaram aos berros. Daí ele a pegou pelo braço e a levou para dentro da casa. O próximo corte da fita é eles entrando no chuveiro. Eu não me lembrava daquela câmera, deveria ter sido instalada recentemente. Lá eles voltam a se pegar. Depois ele saiu do chuveiro e ela o seguiu. Foram para o quarto dele (lá eu me lembrava que haviam quatro ou cinco câmeras, todas apontadas para a cama), o Dr. Anderson deitou na cama, puxando a Fernanda para cima dele, e começaram a se beijar com vontade. Ela passou a mão direita em seu peito e foi descendo em direção ao seu cacete e começou a apunhetá-lo lentamente. Ele falou algo em seu ouvido, que foi inaudível pelo vídeo, mas que ela certamente entendeu, pois sorriu, fez que sim com a cabeça. Ela se levantou e se posicionou, se ajoelhando sobre o rosto dele, ficou com um joelho de cada lado da cabeça dele, colocou as mãos na cabeceira da cama e começou a esfregar sua bocetinha no rosto do Anderson. Ela rebolou muito ali, estava curtindo muito aquela posição. — Isso puta, esfrega essa xoxota melada e esse cuzinho cheiroso na minha na minha cara! Ele colocou o dedo indicador da mão direita no cuzinho dela e começou a forçar, ela não reclamou, só acelerou o movimento de quadril e deu um grito enquanto gozava. Nisso o dedo dele entrou por completo naquele cuzinho rosado. — Que puta gostosa você é! Fica assim que eu quero beber todo o mel do seu gozo. Ela ficou alguns minutos naquela posição, ofegante e ainda se recuperando. Então, ainda de joelhos e sobre o corpo dele, ela deslizou o corpo mais para baixo, de forma que ficou ajoelhada sobre a barriga dele, levou a sua mão direita para trás, pegou no pinto do Dr. Anderson e, vendo que estava muito duro, direcionou para a entrada de sua xoxotinha. Ele, percebendo o que ela iria fazer, a puxou pelo cabelo e começaram a se beijar novamente. E ele falou: — Prova o cheiro de sua xoxota na minha boca. Ela desceu mais o corpo, sua boceta se abriu e agasalhou aquela pica de uma só vez dentro de seu corpo, de tão melada que estava. Levantou o tronco e começou a cavalgar. Ele agarrou sua bunda com as duas mãos e acelerou mais ainda a cavalgada. E volta e meia ele lhe dava uma palmada. E ele ainda provocava: — Diz quem é o teu macho agora... diz que é bom foder com um homem de verdade! Vamos fazer do seu maridinho um corno! Vamos botar um belo par de chifres nele... Ela rebolava alucinadamente e ele se aproveitava, tendo colocado um dedo no rego dela e pressionado o seu cuzinho, com a outra mão segurou um dos seios e torceu o bico, fazendo-a soltar um gritinho de dor. Depois ele desceu essa mão dos seios para a xoxota dela e começou a masturbá-la com o polegar. Ela gemia e falava manhosa: — Me fode... eu tava louca pela tua pica.... Aaaaahhhhh!!!! Caralhooooo! Eu vou gozar de novo!!! Aaaahhhhh. Com esse grito ela parou e se deitou sobre o corpo dele. Ela tava totalmente descabelada, ofegante e ensopada de suor. Tomando forças ela ainda falou: — Ai, eu to morta!!! Tô tremendo... — Calma putinha, que eu ainda não gozei. — Eu não aguento mais nada... — Vira de barriga pra baixo, fica deitadinha e descansa, que antes de gozar eu ainda quero beijar muito esse monumento que é sua bunda e chupar o seu cuzinho. Eu sou fascinado pela sua bunda. Ele se posicionou entre as pernas dela, começou a beijar a parte traseira daquelas lindas coxas, depois subiu para a bunda e ficou lambendo e beijando por um bom tempo. Separou as bandas da bunda com as mãos e ficou admirando aquele cuzinho rosado por um bom tempo e então enfiou a cabeça o máximo que pode no meio das pernas dela e deu uma lambida sem pressa nenhuma de baixo para cima, começando ma boceta, passando pelo períneo e terminando no cuzinho. — Esse cuzinho suado é delicioso. Ficou um bom tempo se dedicando somente a lamber e chupar o cuzinho da Fernanda. Deu para perceber que ela estava gostando, pois começou a movimentar o quadril discretamente. Então ele a virou de lado e deitou em suas costas, penetrando ela de conchinha, fazendo movimentos a principio lentos, e enquanto cheirava seus cabelos e beijava seu pescoço, sua não segurava firmemente um dos seios de minha esposa. O gemido da Fernanda era quase inaudível, parecia o ronronar de uma gata. E então ela pediu: — Põe uma camisinha, tá! — Claro... coloca pra mim... com a boca.... Além de muito safado, ele mostrava como sabia dominar uma mulher. E a Fernanda estava realmente dominada. Ela fazia tudo que ele pedia, sem reclamar e sem qualquer frescura. Confesso que fiquei assustado. Aquela menina com quem me casei há apenas dois anos e que, desde então sempre se mostrou apaixonada e que adorava fazer amor comigo, se mostrou muito mais do que isso, tinha virado um furacão na cama. Ela obedeceu a ele e colocou a camisinha, aproveitando para chupar e babar bastante o pau dele, que era um pouco menor que o meu. Minha esposa linda, carinhosa e certinha tinha virado uma puta vadia. Dava para ouvir claramente o barulho de “slurrp” e “slap”, enquanto ela chupava o pau do Anderson Ele a colocou na posição de frango assado e começou a foder a xoxotinha dela. Ela o olhava nos olhos, com cara de tesão, e mordia os lábios, até que disse: — Não para. Eu to quase lá... Então ele, com a mão, passou a apertar o seu pescoço, enquanto a fodia violentamente a Fernanda, como se fosse uma vagabunda qualquer. Para tentar respirar, ela tentava inutilmente, com as duas mãos afastá-lo. E ele continuou fodendo por mais uns cinco minutos com certa violência, ele não tinha nenhuma pena de arrombar a xoxotinha dela. Ele a provocava, tirando quase toda a pica e em seguida metendo com tudo, até o fundo, rasgando ela. Ela estava descontrolada e dava longos gemidos, demonstrando que está adorando. A pegada dele era forte e ele metia sem dó. Com um longo grito ele mostrou que havia gozado e só então largou do pescoço da Fernanda. Ela saiu debaixo dele e caiu sentada no chão, tentando respirar. Depois de muito tempo ela vira para ele e fala: — Caralho, eu gozei duas ou três vezes seguidas. — Agora tá na hora de dar leitinho para a gata beber! Com certeza aquele velho tinha tomado algum remédio, pois o pau dele continuava duro. Ele se ajoelhou do lado da cabeça da Fernanda e nem precisou oferecer o pau, pois ela já abocanhou o seu cacete e começou a chupar. Ela chupava, lambia todo ele, até as bolas. Algumas vezes ele levantava o saco e ela continuava lambendo até chegar atrás do saco. Enquanto isso ele se alternava em acariciar os seus seios e alisar a sua xoxotinha. Até que uma determinada hora ele tirou o pau da boca dela e começou a apunhetar e foi logo ordenando: — Lambe meu saco! Ela, como se fosse uma puta, obedeceu prontamente. E ele continuou. — Vou gozar na sua cara... vai ser o seu batismo de puta... Logo ele começou a gemer alto e começou a gozar. O desgraçado, na edição, deu um zoom na câmera, fechando a imagem no rosto da Fernanda e deu para ver que o primeiro jato atingiu a sua bochecha e parte do nariz. O segundo caiu entre o queixo e a boca. Em seguida ele enfiou a pica na boquinha dela e ela continuou chupando até amolecer um pouco. Ele se deitou ao lado dela e após um tempo ela se levantou, dizendo que iria lavar o rosto. Ele então a puxou pelo braço de volta para a cama e foi falando: — Só vai depois que eu morder sua bunda... Ele ficou apreciando aquela bunda lisinha e complementou: — Da próxima vez vem preparada, pois eu vou comer esse rabo. Eu parei de ver aí. Faltavam poucos minutos para acabar o vídeo. Eu confesso que fiquei mau. Normalmente ver pessoas transando te excita, só que para mim aquele vídeo era um broxante, pois fiquei muito longe de ter uma ereção. Me baixou uma tristeza sem igual. Ler e ouvi o relato da traição já foi duro, mas ver sua esposa, a mulher que você amava fazendo papel de puta e sendo fodida por outro homem me deu uma sensação muito ruim. Fiquei arrasado por vê-la se iludindo e se entregando daquela forma. Acho que se tivesse visto esse vídeo antes eu teria desistido de vez e não teria voltado com ela. Coloquei para copiar todos os vídeos dela para o meu HD externo de computador, no qual eu já havia copiado vários arquivos dele anteriormente, mas nunca tinha assistido nenhum e saí para a academia da plataforma. Nesse dia eu quase destruí o “boom boxe” (aquele saco de pancadas em formato de boneco) que tinha lá, de tantos socos que dei nele. Voltei para o alojamento e vi que ainda faltavam uns 20 minutos para terminar a cópia. Então meu telefone começou a tocar. Era uma ligação de vídeo da Manú. Eu atendi e vi aquele rosto lindo na minha frente. — Oi Beto, tudo bem? Estou atrapalhando alguma coisa? Nossa, que cara de tristeza, parece que você saiu de um velório... — Você nunca atrapalha, é que acabei de sair da academia. E você, nervosa e feliz pelo casamento? Vi que ela estava sozinha, mas não quis desabafar com ela, pois não tinha mais o que fazer. Desde que voltei com a Fernanda eu não havia mais conversado com a Manú. Até tinha vontade, mas eu achei que seria meio impróprio e também porque já imaginava a correria que deveria estar a vida deles com os preparativos da cerimônia. — Nem te falo nada... vou ser sincera: é a última vez que eu quero me casar. Não é nem por mim, mas a família inventou um monte de coisas que eu acho desnecessárias. Sei lá, tá chegando o dia. Conversamos mais algumas coisinhas, nada de muito sério. E aproveitei para tirar uma dúvida. Questionei a Manú que no convite estava dando a impressão que o casamento seria em uma igreja católica e que a festa em uma igreja evangélica. Ela riu muito. E me contou que o “assembléia” que estava constando como o lugar da festa era na verdade o clube Assembléia Paraense, que era conhecido por todos lá simples e carinhosamente como assembléia. No final até brinquei e falei: “— Minha nossa senhora dos evangélicos, agora eu entendi.”. Foi quando ela riu mais ainda e ainda falou: — E olha que eu sou judia! — Nem brinca! Agora só faltou um monge budista para celebrar a união de vocês. — Não dá essa idéia. Não, sério! Eu sou judia mesmo! — E como foi para o Fábio te convencer a casar na igreja católica? — É que a família do meu pai é toda católica e fervorosa. A família da minha mãe que é de judeus. Só que minha mãe era desviada e não se congregava. Então meu pai me levava para a igreja católica e eu cresci assim. Até cantava no coral da igreja. Vou fazer um parêntese aqui e confessar que eu sou a tarada do karaokê. Adoro cantar! E voltando à história, então... isso foi até que certo dia eu conversei com a minha avó materna, que também não era muito de se congregar, mas me passou umas idéias. Eu comecei a ler, pesquisar e acabei vendo que eu vim de um útero judeu. Então eu era judia. Daí eu é que fui me congregar. Depois minha avó ficou doente, veio morar aqui no Brasil para se tratar e infelizmente ela veio a falecer. Mas antes ela também passou a frequentar a comunidade e arrastou a minha mãe junto. Eu não tenho nada contra o catolicismo. Acho que o Deus é o mesmo e, como a família do Fábio também é muito católica, não vi problema nenhum em me casar dessa forma. Ela parou um pouquinho e logo continuou: — Eu sou judia e meus filhos serão judeus... apesar de que os judeus ortodoxos possam não concordar com essas duas afirmações... só que eu sou uma judia progressista. Quando me congreguei fiz o bat mitsvá, fiz minhas aulas de alfabetização em hebraico, estudei as tradições e cultura, estudei as escrituras, orações e músicas. E, o mais importante: eu assumi formalmente a minha responsabilidade religiosa e cultural perante o meu povo. Depois desse discurso, o que mais me marcou foi a tristeza que ela demonstrou quando disse que perdeu a avó, então eu tive que falar: — Que triste, meus pêsames pela sua avó! — Obrigada. Eu gostava muito dela, pena que quando descobriram a doença já não tinha mais cura. Mas depois disso ela ainda viveu mais de um ano e viveu com qualidade de vida. E ela ainda veio morar em Belém, que era o lugar que ela amava. — Você disse que ela voltou para o Brasil. Ela morava no exterior? — Beto, essa é uma história complicada e longa. Talvez algum dia eu te conte. O resumo do resumo do resumo é mais ou menos assim: As famílias dos meus avós maternos eram de judeus e foram para os Estados Unidos por causa da Segunda Guerra Mundial. A família do meu avô era da França e eles foram morar em São Francisco. Já a família da minha avó era Austríaca e eles se estabeleceram em Chicago. Meus avós se encontraram, casaram e tiveram quatro filhos, dois casais. Só que os irmãos mais velhos do meu avô, quando fugiram da França, foram parar em Belém e depois de adulto o meu avô virou sócio de um cunhado e vinha sempre para o Brasil e trazia a família. Chegaram até a morar uns anos no Pará. Como a maior parte dos negócios no meu avô era nos Estados Unidos acabaram voltando para lá e só o meu tio que ficou lá, pois estava fazendo faculdade. Nessa época minha mãe terminou a faculdade lá nos Estados Unidos e veio para o Brasil para cuidar dos negócios do pai dela e para ficar com o irmão. Ela então conheceu o meu pai e... estão juntos até hoje... — Então sua mãe é americana? — Isso. Ela nasceu lá e tem dupla nacionalidade. Mas ninguém percebe, pois ela não tem sotaque nenhum. E é muito feliz com o meu pai. Eles são um chamego só... — Entendi. Você só não respondeu se está feliz com o casamento. — Eu gosto do Fábio. Ele é meu parceirão. Fazemos muitas coisas juntos, temos muito em comum e ele me ajudou muito em amenizar a solidão de estar longe da minha família. Eu não sei se ele te contou. Eu passei em vários concursos e acabei escolhendo vir para cá porque eu, sendo promotora de justiça, contam muitos pontos na prova de títulos para o concurso da PGR (Procuradoria Geral da República) e o meu objetivo é ser procuradora. Pena que no ano passado não abriram esse concurso. Então, eu vim para cá em janeiro do ano passado. Mas eu também fui à primeira colocada no concurso de Juiz do Trabalho daqui. O Fábio foi o terceiro colocado. Eu o conheci em fevereiro... só a um ano atrás... quando fomos fazer a prova oral do concurso. Conversamos um pouco. Nada sério. O segundo colocado não apareceu e, quando me chamaram para tomar posse eu desisti e ele acabou sendo chamado e assumiu o cargo em maio, eu acho. Passamos a morar próximos, fazíamos cursinho juntos, íamos à mesma academia e em agosto começamos a fazer uma pós-graduação na mesma turma e até viramos sócios de uma empresa e ele me ajudou a ajudar uma pessoa. Nos envolvemos em setembro, no dia do meu aniversário. Eu sei que você é muito amigo da ex-namorada dele, mas eu juro que não sabia que ela existia. Ele só me contou dela e que tinha terminado tudo depois que já estávamos juntos. E o nosso relacionamento virou um furação. Eu sei que no final de novembro fomos a Belém para o aniversário da minha mãe e lá ele me pediu em casamento... na frente de todo mundo... eu aceitei e... estamos aqui. Eu percebi que ela estava disposta a falar. Apesar de conversarmos muito, as únicas coisas que eu sabia da Manú era a sua profissão, onde tinha nascido e que tinha um casal de irmãos mais novos. Aproveitei e fiquei ouvindo a Manú me contar várias de suas histórias. E foi bom para mim, não contei mais nada do meu relacionamento ou dos meus sentimentos pela Fernanda, mas ouvir as Manú me distraiu muito. Depois nos despedimos e marcamos de nos encontrar no casamento. Pela primeira vez a minha volta ao continente atrasou. O nosso desembarque estava previsto para o dia 30 porém, por falta de tripulações, as trocas foram mais lentas e acabei voltando somente no dia 31. Eu ainda estava muito triste depois de ver aquele vídeo da Fernanda, porém a encontrei muito diferente. Comparado com antes de eu embarcar, a Fernanda agora estava muito mais distante, mais fria e até meio que fugindo de mim. A questionei sobre isso e ela justificou que todo o pessoal da saúde estava sobrecarregado e estressado e que isso estava refletindo nos alunos da faculdade e que ela ainda estava muito cansada e com muitos trabalhos para fazer. E ficamos assim até na sexta-feira, que foi o dia que fomos para Belém.
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